HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
No plantão pediátrico, a mãe leva uma criança de 1 ano e 4 meses, com febre 38,5 °C a 39,5 ° C a pouco mais de 24 horas sem outras queixas. Ao exame físico foi verificado apena hiperemia de orofaringe de palato mole. O tratamento a ser empregado é:
Febre em criança >3 meses sem sinais localizatórios e bom estado geral → tratamento sintomático.
Em crianças maiores de 3 meses com febre sem sinais localizatórios evidentes e bom estado geral, a conduta inicial é o tratamento sintomático. A hiperemia de orofaringe isolada é um achado comum em infecções virais autolimitadas e não justifica antibioticoterapia.
A febre em crianças é uma das queixas mais comuns no pronto-socorro pediátrico e um desafio diagnóstico. A maioria dos episódios febris em crianças maiores de 3 meses, especialmente aqueles sem sinais localizatórios e com bom estado geral, é causada por infecções virais autolimitadas das vias aéreas superiores. É crucial diferenciar essas condições benignas de infecções bacterianas graves, que são menos frequentes, mas exigem intervenção imediata. A avaliação de uma criança febril deve incluir uma anamnese detalhada e um exame físico completo, buscando sinais de alerta ou focos infecciosos. A hiperemia de orofaringe isolada, sem exsudato, adenopatia cervical significativa ou outros sintomas de faringite bacteriana (como dor intensa à deglutição em crianças maiores), geralmente não indica infecção bacteriana. Nesses casos, a conduta expectante e o tratamento sintomático são apropriados. O tratamento sintomático com antitérmicos (paracetamol ou ibuprofeno, conforme a idade e peso), hidratação oral e observação cuidadosa são a base do manejo. É fundamental orientar os pais sobre os sinais de alerta para retorno ao serviço de saúde, como piora do estado geral, dificuldade respiratória, prostração ou surgimento de novos sintomas. O uso indiscriminado de antibióticos para infecções virais contribui para a resistência antimicrobiana e expõe a criança a efeitos adversos desnecessários.
Sinais de alerta incluem letargia, irritabilidade persistente, dificuldade respiratória, exantema petequial, recusa alimentar importante, desidratação e febre em lactentes < 3 meses.
A hiperemia de orofaringe é um achado inespecífico, frequentemente associado a infecções virais autolimitadas das vias aéreas superiores, que não respondem a antibióticos.
A conduta inicial é o tratamento sintomático com antitérmicos (paracetamol ou ibuprofeno), hidratação adequada e observação, reavaliando a criança se houver piora ou surgimento de novos sintomas.
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