SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida é denominada febre sem sinais localizatórios (FSSL). No que se refere à FSSL, deve-se saber que
Criança com FSSL e comprometimento geral (qualquer idade) → internação + exames + ATB empírico.
Em crianças com febre sem sinais localizatórios (FSSL), o comprometimento do estado geral é um sinal de alarme crucial, independentemente da idade. Nesses casos, a conduta correta é a internação hospitalar para investigação completa e início de antibioticoterapia empírica, devido ao alto risco de infecção bacteriana grave.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é um desafio comum na pediatria, especialmente em lactentes e crianças pequenas, onde a história e o exame físico podem ser limitados. Define-se como febre com menos de uma semana de duração, sem causa aparente após avaliação cuidadosa. A principal preocupação é excluir uma infecção bacteriana grave (IBG), que pode ter consequências devastadoras se não tratada prontamente. A avaliação da FSSL depende da idade da criança e do seu estado geral. Em lactentes menores de 3 meses, o risco de IBG é maior, e a conduta tende a ser mais agressiva, incluindo internação, exames laboratoriais e antibioticoterapia empírica. Em crianças maiores, a avaliação é guiada por escores de risco e pela presença de sinais de alerta. O comprometimento do estado geral, irritabilidade, letargia ou má perfusão são indicativos de gravidade em qualquer faixa etária e demandam internação e investigação. O manejo inclui a monitorização, exames complementares (hemograma, PCR, procalcitonina, urocultura, cultura de líquor, radiografia de tórax, etc., conforme o risco e a idade) e, em muitos casos, o início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro até a exclusão de IBG. A decisão de internar ou tratar ambulatorialmente é complexa e deve considerar todos os fatores de risco e a capacidade de acompanhamento.
É considerada FSSL quando, após história clínica e exame físico cuidadosos, não se identifica uma causa aparente para a febre.
O estado geral é um dos parâmetros mais importantes. Crianças com comprometimento do estado geral, independentemente da idade, têm maior risco de infecção bacteriana grave e devem ser investigadas e tratadas agressivamente.
Lactentes menores de 30 dias com febre devem ser sempre considerados de alto risco para infecção bacteriana grave, exigindo internação, exames laboratoriais completos (hemocultura, urocultura, líquor) e antibioticoterapia empírica.
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