Febre Sem Sinais Localizatórios: Manejo em Pediatria

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida é denominada febre sem sinais localizatórios (FSSL). No que se refere à FSSL, deve-se saber que

Alternativas

  1. A) em crianças menores de 30 dias de vida, com febre há 1 dia, deve-se iniciar antitérmico e orientar retomo em 24 horas para reavaliação.
  2. B) dipirona é o único antitérmico recomendado para febre em menores de 1 mês de vida.
  3. C) crianças com comprometimento do estado geral, independentemente da idade, devem ser internadas e realizar exames.
  4. D) o exame proteína C reativa deve ser solicitado nas primeiras 12 horas de febre nos casos de febre alta,
  5. E) na suspeita de infecção do trato urinário o exame padrão-ouro é o exame qualitativo de urina por cateterismo vesical.

Pérola Clínica

Criança com FSSL e comprometimento geral (qualquer idade) → internação + exames + ATB empírico.

Resumo-Chave

Em crianças com febre sem sinais localizatórios (FSSL), o comprometimento do estado geral é um sinal de alarme crucial, independentemente da idade. Nesses casos, a conduta correta é a internação hospitalar para investigação completa e início de antibioticoterapia empírica, devido ao alto risco de infecção bacteriana grave.

Contexto Educacional

A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é um desafio comum na pediatria, especialmente em lactentes e crianças pequenas, onde a história e o exame físico podem ser limitados. Define-se como febre com menos de uma semana de duração, sem causa aparente após avaliação cuidadosa. A principal preocupação é excluir uma infecção bacteriana grave (IBG), que pode ter consequências devastadoras se não tratada prontamente. A avaliação da FSSL depende da idade da criança e do seu estado geral. Em lactentes menores de 3 meses, o risco de IBG é maior, e a conduta tende a ser mais agressiva, incluindo internação, exames laboratoriais e antibioticoterapia empírica. Em crianças maiores, a avaliação é guiada por escores de risco e pela presença de sinais de alerta. O comprometimento do estado geral, irritabilidade, letargia ou má perfusão são indicativos de gravidade em qualquer faixa etária e demandam internação e investigação. O manejo inclui a monitorização, exames complementares (hemograma, PCR, procalcitonina, urocultura, cultura de líquor, radiografia de tórax, etc., conforme o risco e a idade) e, em muitos casos, o início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro até a exclusão de IBG. A decisão de internar ou tratar ambulatorialmente é complexa e deve considerar todos os fatores de risco e a capacidade de acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Quando a febre em crianças é considerada "sem sinais localizatórios"?

É considerada FSSL quando, após história clínica e exame físico cuidadosos, não se identifica uma causa aparente para a febre.

Qual a importância do estado geral da criança na avaliação da FSSL?

O estado geral é um dos parâmetros mais importantes. Crianças com comprometimento do estado geral, independentemente da idade, têm maior risco de infecção bacteriana grave e devem ser investigadas e tratadas agressivamente.

Qual a conduta para lactentes menores de 30 dias com febre?

Lactentes menores de 30 dias com febre devem ser sempre considerados de alto risco para infecção bacteriana grave, exigindo internação, exames laboratoriais completos (hemocultura, urocultura, líquor) e antibioticoterapia empírica.

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