UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, com vacinas em dia, é levado ao pronto atendimento pela segunda vez por apresentar febre de 39oC há 4 dias associada à hiporexia, sem outras alterações. Ao exame físico, bom estado geral, ausência de linfonodos palpáveis, auscultas pulmonares e cardíacas e exame do abdômen sem alterações. Nesse contexto, é correto afirmar:
Lactente com febre sem sinais localizatórios → Investigar infecção urinária (urocultura + urina tipo 1) como causa mais comum.
Em lactentes e crianças pequenas com febre sem sinais localizatórios, a infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas bacterianas mais comuns e potencialmente graves. Portanto, a investigação inicial deve incluir exame de urina tipo 1 e urocultura para um diagnóstico preciso.
A febre sem sinais localizatórios em lactentes e crianças pequenas é um desafio diagnóstico comum na prática pediátrica. É definida como febre em uma criança sem achados no exame físico que expliquem a elevação da temperatura. Nesses casos, a principal preocupação é descartar uma infecção bacteriana grave oculta (IBGO), sendo a infecção do trato urinário (ITU) a mais prevalente. A investigação inicial deve ser direcionada para as causas mais comuns e potencialmente graves. Em lactentes, a ITU é uma causa frequente de febre sem outros sintomas aparentes. Portanto, a coleta de urina para exame tipo 1 e urocultura é fundamental. A coleta deve ser feita preferencialmente por cateterismo vesical ou punção suprapúbica para evitar contaminação, especialmente em crianças que ainda não controlam a micção. Outras investigações, como hemograma, PCR e hemocultura, podem ser consideradas dependendo da idade da criança, do grau de toxicidade e da persistência da febre. No entanto, a urina tipo 1 e a urocultura são os exames mais prioritários na ausência de outros sinais. A febre de origem obscura (FOO) é um diagnóstico de exclusão para febre prolongada (geralmente > 8 dias) sem causa identificada após investigação inicial, o que difere do cenário apresentado.
A principal preocupação é a presença de uma infecção bacteriana grave oculta, sendo a infecção do trato urinário (ITU) a mais comum. Outras incluem bacteremia e pneumonia.
A ITU em lactentes pode levar a danos renais permanentes se não for diagnosticada e tratada precocemente, além de ser uma causa frequente de febre sem foco aparente.
A febre de origem obscura (FOO) é definida como febre persistente por mais de 8 dias sem causa identificada após uma investigação inicial completa, o que não se aplica ao caso descrito de 4 dias de febre.
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