UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Você recebe uma criança de 2 anos na UPA com queixa de febre há 04 dias, mãe informa que não percebeu alteração que justificasse a febre. Ao exame você avalia vias áreas sem alteração. Com hipótese de infecção bacteriana e para seguimento inicial do caso, você resolve solicitar o(s) seguinte(s) exame(s):
Criança <3 anos com febre sem foco → investigar infecção bacteriana oculta (Hemograma, EAS, PCR).
Em crianças pequenas com febre sem foco aparente, é fundamental investigar infecção bacteriana oculta, especialmente infecção urinária, através de exames como hemograma, EAS e PCR para guiar a conduta.
A febre sem foco em crianças pequenas, especialmente abaixo de 3 anos, é uma queixa comum e desafiadora na emergência pediátrica. A principal preocupação é a exclusão de infecções bacterianas ocultas graves, como bacteremia, infecção do trato urinário (ITU), pneumonia ou meningite, que podem ter apresentações atípicas. A avaliação inicial deve incluir um exame físico completo e minucioso. No entanto, a ausência de sinais localizatórios não exclui a necessidade de investigação complementar. Para crianças de 3 a 36 meses com febre sem foco e bom estado geral, a investigação pode ser direcionada. Os exames complementares recomendados para seguimento inicial incluem hemograma completo (para avaliar leucocitose e neutrofilia), exame de urina (EAS e urocultura, pois ITU é a infecção bacteriana oculta mais comum) e Proteína C Reativa (PCR), um marcador inflamatório que, quando elevado, aumenta a probabilidade de infecção bacteriana. A radiografia de tórax pode ser considerada se houver suspeita clínica, mesmo sutil, de pneumonia.
Deve-se suspeitar em crianças menores de 3 anos com febre alta (>39°C), sem foco aparente após exame físico detalhado, especialmente se houver irritabilidade, letargia ou outros sinais de toxicidade.
Hemograma completo, exame de urina (EAS e urocultura) e Proteína C Reativa (PCR) são exames iniciais importantes. A radiografia de tórax pode ser considerada se houver sintomas respiratórios sutis.
A PCR é um marcador inflamatório agudo que, quando elevada, sugere fortemente a presença de uma infecção bacteriana, auxiliando na decisão de iniciar antibioticoterapia empírica ou aprofundar a investigação.
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