UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
João, de 2 anos e 6 meses, sempre teve boa saúde. Entretanto, sua mãe lhe traz hoje à unidade de saúde relatando que ele está apresentando febre há cerca de 2 dias aproximadamente sem outras queixas. Ao examiná-lo amplamente, o médico não encontra qualquer causa aparente para a febre. Qual é a conduta correta em uma situação como essa?
Criança < 3 anos, febre sem foco, bom estado geral → reavaliar 24-48h (demora permitida).
Em crianças < 3 anos com febre sem foco aparente e bom estado geral, a conduta inicial é observar e reavaliar em 24 a 48 horas, conhecida como "demora permitida", para evitar exames invasivos desnecessários e identificar a evolução do quadro.
Febre sem foco em crianças é uma queixa comum na pediatria, especialmente em menores de 3 anos. A maioria dos casos é de etiologia viral e autolimitada, mas a preocupação com infecções bacterianas graves (IBG) exige uma abordagem cuidadosa. A avaliação inicial foca na identificação de sinais de toxicidade e no estado geral da criança. A fisiopatologia da febre sem foco geralmente envolve a resposta imune a patógenos virais comuns. O diagnóstico é de exclusão, após história e exame físico completos não revelarem a causa. A suspeita de IBG é maior em lactentes jovens (< 3 meses) e naqueles com sinais de alerta que indicam a necessidade de investigação mais aprofundada. A conduta na febre sem foco varia com a idade e o estado geral. Em crianças > 3 meses com bom estado geral, a "demora permitida" com reavaliação em 24-48 horas é a abordagem inicial. Em casos de mau estado geral, sinais de toxicidade ou idade < 3 meses, a investigação laboratorial e o tratamento empírico são frequentemente necessários para descartar ou tratar IBG.
Febre sem foco é definida pela ausência de sinais ou sintomas localizatórios após uma história clínica detalhada e exame físico completo em crianças, especialmente menores de 3 anos, onde não se encontra uma causa aparente.
A demora permitida visa observar a evolução do quadro, já que muitas febres sem foco são de origem viral e autolimitadas. Evita exames e intervenções desnecessárias em crianças com bom estado geral, focando na reavaliação clínica.
A investigação mais agressiva é indicada em crianças com sinais de toxicidade, mau estado geral, febre persistente após a reavaliação, ou em grupos de alto risco, como lactentes menores de 3 meses ou imunocomprometidos.
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