MedEvo Simulado — Prova 2026
Alice, uma lactente de 45 dias de vida, previamente hígida e nascida a termo sem intercorrências, é levada ao pronto-atendimento devido a um quadro de febre de 38,2 °C aferida em domicílio há 4 horas. A mãe relata que a criança está mamando bem e não apresenta outros sintomas, como tosse, vômitos ou diarreia. Ao exame físico, Alice encontra-se em bom estado geral, ativa, reativa, corada e hidratada. A frequência cardíaca é de 145 bpm, frequência respiratória de 40 irpm e o tempo de enchimento capilar é de 2 segundos. O exame físico segmentado (otoscopia, oroscopia, ausculta cardiopulmonar e palpação abdominal) é rigorosamente normal. Diante desse quadro de febre sem foco em um lactente jovem, a conduta mais adequada é:
Lactente < 60 dias com febre sem foco → Investigação laboratorial completa (Sepsis Workup).
Lactentes jovens têm sistema imune imaturo; a ausência de sinais focais não exclui Infecção Bacteriana Grave (IBG), exigindo triagem laboratorial rigorosa.
A abordagem da febre sem foco em lactentes jovens (especialmente < 60-90 dias) é um desafio crítico na pediatria. Devido à imaturidade imunológica, esses pacientes apresentam maior risco de Infecções Bacterianas Graves (IBG), como infecção do trato urinário, bacteremia oculta e meningite. Protocolos como os de Rochester, Philadelphia e Boston ajudam a estratificar o risco, mas a tendência atual em menores de 60 dias é a investigação laboratorial completa, dada a dificuldade de excluir focos graves apenas pelo exame físico.
Nessa faixa etária, os sinais meníngeos são frequentemente ausentes ou inespecíficos. A punção lombar é essencial para excluir meningite bacteriana, que pode se manifestar apenas com febre isolada e irritabilidade leve.
O protocolo padrão inclui hemograma completo, hemocultura, urina tipo I (EAS), urocultura e, dependendo da idade e critérios de risco, análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) e radiografia de tórax.
Lactentes com menos de 28-30 dias com febre devem ser internados para antibioticoterapia empírica. Entre 30-90 dias, a decisão depende dos critérios de baixo risco (Rochester/Philadelphia) e da confiabilidade da vigilância domiciliar.
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