HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Lactente de 24 meses, previamente hígido, é levado por sua mãe ao consultório com história de febre (39,5°C) iniciada há 48 horas sem outros sintomas. Apresenta caderneta de vacinação incompleta para pneumococo (apenas a primeira dose). Ao exame: febril, bom estado geral, hidratado, corado, acianótico, sem qualquer outras alterações detectáveis ao exame físico. A conduta inicial é colher:
Lactente febril sem foco (<36 meses) → investigar infecção bacteriana grave (EAS, hemograma, PCR) e reavaliar em 24h.
Em lactentes febris sem foco aparente, especialmente com vacinação incompleta, a investigação de infecção bacteriana grave é prioritária. A coleta de EAS, hemograma e PCR é uma conduta inicial adequada. Se os exames forem normais e o paciente estiver em bom estado geral, a reavaliação em 24 horas é prudente para monitorar a evolução e descartar infecções ocultas.
A febre sem foco em lactentes e crianças pequenas (<36 meses) é um desafio diagnóstico e terapêutico, pois pode ser a manifestação inicial de uma infecção bacteriana grave (IBG) oculta. A idade do paciente, o estado de vacinação e o estado geral são fatores cruciais na avaliação do risco. Em um lactente de 24 meses com febre alta e vacinação incompleta para pneumococo, mesmo em bom estado geral, a preocupação com IBG é elevada. A conduta inicial deve incluir uma investigação laboratorial para rastrear as infecções mais comuns e graves. A coleta de urina (EAS e, se alterado, urocultura) é fundamental devido à alta incidência de infecção do trato urinário. O hemograma e a PCR são importantes para avaliar a resposta inflamatória sistêmica e o risco de bacteremia. Se os exames iniciais forem normais e o paciente permanecer em bom estado geral, a liberação com um plano de reavaliação em 24 horas é uma conduta prudente. Isso permite monitorar a evolução clínica e detectar qualquer piora ou surgimento de novos sinais que possam indicar uma IBG inicialmente não aparente. O início de antibióticos empíricos sem evidências claras deve ser evitado para não mascarar o diagnóstico e contribuir para a resistência antimicrobiana, a menos que haja alto risco ou evidência de infecção.
Em lactentes febris sem foco, especialmente aqueles com vacinação incompleta ou idade inferior a 36 meses, é fundamental solicitar exames como EAS (urina tipo 1), hemograma completo e PCR (Proteína C Reativa) para rastrear infecções bacterianas graves.
A vacinação incompleta para pneumococo aumenta o risco de infecções invasivas por Streptococcus pneumoniae, uma das principais causas de infecção bacteriana grave em crianças pequenas, tornando a investigação mais urgente.
A reavaliação em 24 horas é crucial para monitorar a evolução clínica do paciente, verificar a persistência da febre, o surgimento de novos sintomas ou a piora do estado geral, permitindo a detecção precoce de uma infecção bacteriana grave que possa ter sido inicialmente oculta.
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