HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Como possíveis medicações a ser utilizadas para febre reumática temos
Profilaxia secundária FR com Penicilina Benzatina: duração varia conforme lesão valvar e idade.
A profilaxia secundária com penicilina benzatina é a pedra angular no manejo da febre reumática, visando prevenir novos surtos e a progressão da doença cardíaca reumática. A duração da profilaxia é determinada pela presença e gravidade da cardite e pela idade do paciente.
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica, não supurativa, que ocorre como sequela de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). É uma das principais causas de doença cardíaca adquirida em crianças e jovens adultos em países em desenvolvimento. A prevenção primária (tratamento da faringite estreptocócica) e, principalmente, a profilaxia secundária são cruciais para evitar a recorrência e a progressão da cardite reumática. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é a intervenção mais eficaz para prevenir novos surtos. A duração dessa profilaxia é um ponto chave e depende da presença e gravidade da cardite: sem cardite, até 21 anos ou 5 anos após o último surto; com cardite, mas sem lesão valvar residual, até 25 anos ou 10 anos após o último surto; e com cardite e lesão valvar residual (moderada a grave), a profilaxia deve ser mantida por toda a vida. O manejo das manifestações agudas inclui AINEs para artrite, corticosteroides para cardite (especialmente moderada a grave) e, para a coreia de Sydenham, podem ser utilizados haloperidol, carbamazepina ou ácido valproico. Residentes devem dominar essas diretrizes para otimizar o tratamento e a prevenção das sequelas da febre reumática.
A penicilina benzatina é utilizada principalmente para a profilaxia secundária da febre reumática, prevenindo novos episódios de faringite estreptocócica e, consequentemente, novos surtos da doença.
A duração varia: 5 anos ou até 21 anos (sem cardite); 10 anos ou até 25 anos (cardite leve sem lesão residual); e por toda a vida (cardite moderada/grave ou lesão valvar residual).
Para artrite, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como naproxeno. Para cardite, corticosteroides como prednisona. Para coreia, haloperidol ou carbamazepina podem ser usados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo