UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A série de alterações clínicas que compõem um episódio agudo de febre reumática decorrem de uma infecção
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica que ocorre como uma sequela não supurativa de uma infecção de faringe pelo Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do Grupo A). É mais comum em crianças e adolescentes e, embora sua incidência tenha diminuído em países desenvolvidos, ainda representa um problema de saúde pública em regiões com acesso limitado a cuidados médicos. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune desencadeada por mimetismo molecular entre antígenos estreptocócicos e tecidos do hospedeiro, especialmente no coração, articulações, cérebro e pele. O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Jones (maiores e menores), associados a evidências de infecção estreptocócica recente (cultura de orofaringe positiva, teste rápido de antígeno ou títulos elevados de antiestreptolisina O). É crucial suspeitar em pacientes com artrite migratória, cardite, coreia de Sydenham ou nódulos subcutâneos após uma faringite. O tratamento da fase aguda visa controlar a inflamação e erradicar o estreptococo. A prevenção primária, com tratamento adequado da faringite estreptocócica, é a medida mais eficaz. A prevenção secundária, com profilaxia antibiótica contínua, é essencial para pacientes que já tiveram um episódio de febre reumática, especialmente aqueles com cardite, para evitar recorrências e progressão da doença cardíaca. A duração da profilaxia varia conforme a presença e gravidade do acometimento cardíaco.
Os sinais de uma faringite estreptocócica incluem dor de garganta súbita, febre, exsudato amigdaliano, linfonodos cervicais aumentados e petéquias no palato. A ausência de tosse e coriza sugere etiologia bacteriana.
O tratamento com antibióticos, como penicilina benzatina, dentro de 9 dias do início dos sintomas da faringite estreptocócica, é fundamental para erradicar a bactéria e prevenir a febre reumática.
A febre reumática é diagnosticada pelos Critérios de Jones, que incluem evidências de infecção estreptocócica prévia e manifestações maiores (cardite, poliartrite, coreia, eritema marginado, nódulos subcutâneos) e menores.
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