ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória, sistêmica, mais prevalente em crianças na faixa etária de 5 a 15 anos de idade, deflagrada pelo Streptococcus β-hemolítico do grupo A de Lancefield e que acomete articulações, coração e pele.Considerando a patologia descrita e os conhecimentos médicos atuais, assinale a alternativa correta.
Diagnóstico FR recorrente → 3 critérios menores OU 2 menores + evidência infecção estreptocócica recente.
Para o diagnóstico de febre reumática recorrente, os critérios de Jones modificados permitem o uso de três critérios menores (febre, artralgia, VHS/PCR elevadas) na ausência de critérios maiores, desde que haja evidência de infecção estreptocócica recente.
A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica não supurativa que ocorre como sequela de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus β-hemolítico do grupo A (SGA) em indivíduos geneticamente predispostos. É mais comum em crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos de idade. A patogênese envolve um mecanismo de mimetismo molecular, onde anticorpos produzidos contra antígenos do SGA reagem de forma cruzada com componentes dos tecidos do hospedeiro, resultando em inflamação em articulações, coração, cérebro, pele e tecido subcutâneo. O diagnóstico da FR é clínico e baseia-se nos Critérios de Jones modificados, que incluem critérios maiores (cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos) e critérios menores (febre, artralgia, VHS ou PCR elevadas, e intervalo PR prolongado no ECG). Para o primeiro surto, são necessários dois critérios maiores ou um maior e dois menores, além de evidência de infecção estreptocócica recente. Para a febre reumática recorrente, os critérios são mais flexíveis, permitindo o diagnóstico com três critérios menores, desde que haja evidência de infecção estreptocócica recente. A evidência de infecção pode ser por cultura de orofaringe positiva, teste rápido para antígeno estreptocócico positivo ou títulos elevados de antiestreptolisina O (ASLO) ou anti-DNAse B. O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir novos surtos através da profilaxia secundária com penicilina benzatina, crucial para evitar a progressão da cardite reumática, a complicação mais grave da doença.
Os critérios maiores incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos.
A febre reumática é uma doença autoimune pós-estreptocócica, onde anticorpos produzidos contra antígenos do Streptococcus pyogenes reagem de forma cruzada com tecidos do hospedeiro, como coração e articulações.
A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para prevenir novos surtos de febre reumática e, consequentemente, a progressão da cardite reumática, que é a complicação mais grave.
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