Febre Reumática: Critérios de Jones para Diagnóstico Preciso

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023

Enunciado

C.M.A, 13 anos, sexo feminino, procurou atendimento no PSF após admissão hospitalar na qual, segundo a paciente, apresentou diagnóstico de febre reumática. Critérios de Jones foram criados para realizar o diagnóstico dessa patologia. De acordo com esses critérios, a paciente deve possuir faringoamigdalite documentada ou ASLO em ascensão, além de manifestações que podem ser classificadas como critério menor ou maior. Das manifestações descritas abaixo, qual a considerada um critério menor?

Alternativas

  1. A) Cardite.
  2. B) Nódulo subcutâneo.
  3. C) Cefaleia.
  4. D) Poliartrite migratória.
  5. E) Febre.

Pérola Clínica

Febre reumática: Febre é critério menor de Jones, não maior.

Resumo-Chave

Os Critérios de Jones são essenciais para o diagnóstico da febre reumática. É importante memorizar as manifestações maiores (cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado, nódulos subcutâneos) e menores (febre, artralgia, VHS/PCR elevadas, prolongamento do PR no ECG), além da evidência de infecção estreptocócica prévia.

Contexto Educacional

A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica, não supurativa, que ocorre como complicação tardia de uma infecção de orofaringe por Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Afeta principalmente crianças e adolescentes, podendo causar lesões cardíacas permanentes (cardite reumática), artrite, coreia, nódulos subcutâneos e eritema marginado. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da faringoamigdalite estreptocócica são fundamentais para a prevenção. Os Critérios de Jones são a ferramenta diagnóstica padrão para a febre reumática. Eles classificam as manifestações clínicas em maiores (cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado, nódulos subcutâneos) e menores (febre, artralgia, elevação de VHS/PCR, prolongamento do PR no ECG). Para o diagnóstico, é necessária a evidência de infecção estreptocócica prévia, além de dois critérios maiores ou um maior e dois menores. É vital para o residente diferenciar corretamente os critérios maiores dos menores, pois isso impacta diretamente a precisão diagnóstica. A febre, embora um sintoma comum, é um critério menor. A compreensão desses critérios permite um manejo adequado da doença, que inclui tratamento da infecção estreptocócica residual, controle da inflamação e profilaxia secundária para prevenir recorrências e danos cardíacos progressivos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios maiores de Jones para febre reumática?

Os critérios maiores de Jones incluem Cardite, Poliartrite migratória, Coreia de Sydenham, Eritema marginado e Nódulos subcutâneos. A presença de dois critérios maiores, ou um maior e dois menores, juntamente com evidência de infecção estreptocócica prévia, confirma o diagnóstico.

Quais são os critérios menores de Jones para febre reumática?

Os critérios menores de Jones são Febre, Artralgia, aumento dos marcadores de fase aguda (VHS e PCR) e prolongamento do intervalo PR no eletrocardiograma. Estes critérios ajudam a complementar o diagnóstico quando há um critério maior presente.

Qual a importância da evidência de infecção estreptocócica prévia no diagnóstico da febre reumática?

A evidência de infecção estreptocócica prévia (ex: cultura de orofaringe positiva para Streptococcus pyogenes, ASLO ou anti-DNase B elevados) é crucial, pois a febre reumática é uma sequela autoimune de uma faringoamigdalite estreptocócica não tratada ou inadequadamente tratada.

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