Febre Reumática: Complicação Tardia do Estreptococo A

SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015

Enunciado

A doença reumática é uma complicação: 

Alternativas

  1. A) Tardia e não supurativa de infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A.
  2. B) Precoce e não supurativa de infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A. 
  3. C) Precoce e supurativa de infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A
  4. D) Tardia e não supurativa de infecção por estafilococo aureus.
  5. E) Precoce e supurativa de infecção por estafilococo aureus.

Pérola Clínica

Febre Reumática = complicação tardia e não supurativa de infecção por Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBHGA).

Resumo-Chave

A febre reumática é uma sequela autoimune tardia e não supurativa de uma infecção prévia por Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBHGA), geralmente uma faringoamigdalite. Ela pode afetar o coração, articulações, cérebro e pele, sendo a cardite a complicação mais grave.

Contexto Educacional

A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica que representa uma complicação tardia e não supurativa de uma infecção prévia por Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBHGA), mais comumente uma faringoamigdalite. Embora a infecção estreptocócica seja comum, apenas uma pequena porcentagem de indivíduos desenvolve FR, sugerindo uma predisposição genética e fatores ambientais envolvidos. É uma condição de grande importância em saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, devido ao seu potencial de causar danos cardíacos permanentes. A fisiopatologia da febre reumática envolve um fenômeno de mimetismo molecular. Após a infecção por EBHGA, o sistema imunológico do hospedeiro produz anticorpos contra antígenos bacterianos. Em indivíduos suscetíveis, esses anticorpos reagem de forma cruzada com proteínas presentes nos tecidos do próprio corpo, como o miocárdio, válvulas cardíacas, articulações e cérebro, desencadeando uma resposta inflamatória autoimune. As manifestações clínicas incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos, sendo a cardite a mais grave e a principal causa de morbimortalidade. O diagnóstico da febre reumática é clínico, baseado nos Critérios de Jones, que combinam evidências de infecção estreptocócica recente com manifestações clínicas maiores e menores. O tratamento da infecção estreptocócica aguda com antibióticos (penicilina) é a principal medida de prevenção primária da FR. Uma vez estabelecida a doença, a profilaxia secundária com penicilina benzatina é essencial para prevenir novas infecções estreptocócicas e, consequentemente, recorrências da FR e progressão do dano cardíaco.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da febre reumática?

As manifestações clínicas da febre reumática incluem cardite (inflamação do coração), poliartrite migratória, coreia de Sydenham (movimentos involuntários), eritema marginado e nódulos subcutâneos, conforme os Critérios de Jones.

Como a infecção por Estreptococo beta-hemolítico do grupo A leva à febre reumática?

A febre reumática é uma doença autoimune desencadeada por uma resposta imunológica cruzada. Anticorpos produzidos contra antígenos do estreptococo reagem com tecidos do próprio corpo, como coração e articulações, devido à mimetismo molecular.

Qual a importância do tratamento da faringoamigdalite estreptocócica na prevenção da febre reumática?

O tratamento adequado e precoce da faringoamigdalite estreptocócica com antibióticos (geralmente penicilina) é crucial para erradicar a bactéria e prevenir o desenvolvimento da febre reumática, que é uma complicação grave.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo