Febre Reumática: Diagnóstico pelos Critérios de Jones

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 14 anos, sexo masculino, apresentou febre que durou cinco dias, associada à artralgia em punhos. O quadro articular evoluiu com edema e dor em joelhos, progredindo para limitação dolorosa de tornozelos no decorrer de três semanas. Foi medicado com dipirona, persistindo a claudicação e limitação para deambulação. Ao exame físico, estava afebril e, além da artrite, foi observado sopro sistólico em foco mitral de 4+/6, FC: 130bpm. Negava história pregressa de amigdalite. Exames complementares: EAS: normal, VHS: 62mm/1ª hora, proteína C reativa: 35mg/dl, hemograma: Hb: 10,1g/dl, leucócitos: 19.600/mm3 (segmentados: 86%, linfócitos: 6%), plaquetas: 325.000/mm³, antiestreptolisina 0: 420 UI/dl, hemocultura: negativa, cultura de orofaringe: negativa, ECG: normal. Considerando a hipótese diagnóstica de febre reumática, pode-se AFIRMAR que

Alternativas

  1. A) podemos diagnosticar como febre reumática, apesar da ausência de evidência de estreptococcia prévia.
  2. B) o diagnóstico de febre reumática é improvável pela ausência de evidência de estreptococcia prévia.
  3. C) o diagnóstico de febre reumática só pode ser confirmado após o ecocardiograma.
  4. D) o paciente preenche os critérios para o diagnóstico de febre reumática.

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