HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Menino, de 10 anos de idade, é levado ao pronto-socorro por dor articular intensa em joelhos, assimétrica, com migração para punho e cotovelos, melhorando após uso de anti-inflamatórios, após quadro de faringoamigdalite estreptocócica não tratada adequadamente. Junto a esse quadro, apresenta palpitações, dor torácica com dispneia e febre. Considerando a principal hipótese diagnóstica para este paciente, assinale a alternativa correta:
Febre Reumática (cardite moderada/grave) → Glicocorticoides reduzem inflamação e tempo de evolução.
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica pós-estreptocócica. Na presença de cardite moderada a grave, os glicocorticoides são a pedra angular do tratamento, pois reduzem a inflamação miocárdica e pericárdica, diminuindo o risco de sequelas cardíacas permanentes.
A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica não supurativa que ocorre como sequela tardia de uma infecção de orofaringe pelo *Streptococcus pyogenes* (estreptococo beta-hemolítico do grupo A) não tratada ou inadequadamente tratada. Afeta principalmente crianças e adolescentes, com manifestações clínicas que podem envolver o coração (cardite), articulações (poliartrite migratória), sistema nervoso central (coreia de Sydenham), pele (eritema marginado) e tecido subcutâneo (nódulos subcutâneos). O diagnóstico da FR é clínico, baseado nos Critérios de Jones modificados, que combinam evidências de infecção estreptocócica prévia com a presença de critérios maiores e/ou menores. A cardite reumática é a manifestação mais grave, podendo levar a valvulopatias crônicas. O tratamento visa erradicar o estreptococo, controlar a inflamação e prevenir sequelas. Em casos de cardite moderada a grave, os glicocorticoides (como a prednisona) são a terapia de escolha, pois atuam rapidamente na supressão da inflamação, reduzindo a duração da cardite e o risco de lesões valvares permanentes. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é fundamental para prevenir recorrências da doença e o agravamento do dano cardíaco. O manejo adequado e precoce é essencial para melhorar o prognóstico dos pacientes.
Os critérios maiores incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, nódulos subcutâneos e eritema marginado, que são manifestações clínicas características da doença.
Glicocorticoides são indicados para o tratamento da cardite moderada a grave, pois ajudam a controlar a inflamação e a reduzir o risco de danos cardíacos permanentes, como valvulopatias.
A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para prevenir novas infecções estreptocócicas e, consequentemente, recorrências da febre reumática, que podem agravar o dano cardíaco já existente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo