SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2025
O diagnóstico da recorrência de febre reumática em paciente sem doença cardíaca reumática, baseia-se na presença de dois critérios maiores OU um maior e dois menores OU 3 menores, associada à evidência de infecção estreptocócica prévia. São exemplos de critérios MAIORES de Jones modificados:
Critérios Maiores de Jones = Cardite + Artrite + Coreia + Eritema Marginado + Nódulos Subcutâneos.
O diagnóstico da febre reumática exige evidência de infecção estreptocócica prévia (ASLO ou cultura) somada a critérios clínicos específicos (Jones).
A febre reumática é uma sequela não supurativa da faringoamigdalite causada pelo Streptococcus pyogenes (Grupo A). A patogênese envolve mimetismo molecular entre antígenos bacterianos e tecidos do hospedeiro, levando a uma resposta autoimune multissistêmica. O reconhecimento precoce através dos critérios de Jones é fundamental para iniciar a profilaxia secundária e prevenir danos valvares permanentes. Na prática clínica, a apresentação pode variar conforme o risco epidemiológico da população. Em áreas de alta prevalência, a monoartrite ou poliartralgia podem ser consideradas critérios maiores. A coreia de Sydenham é um marcador tardio e pode ocorrer meses após a infecção inicial, sendo muitas vezes o único sinal presente no momento do diagnóstico.
Os critérios maiores de Jones, utilizados para o diagnóstico do primeiro surto ou recorrência da febre reumática, incluem: cardite (manifestada como sopros novos, cardiomegalia ou insuficiência cardíaca), poliartrite migratória (geralmente de grandes articulações), coreia de Sydenham (movimentos involuntários e labilidade emocional), eritema marginado (lesões cutâneas anulares com bordas nítidas) e nódulos subcutâneos (firmes e indolores sobre superfícies extensoras). A presença de dois critérios maiores, ou um maior e dois menores, associada à evidência de infecção prévia pelo estreptococo do grupo A, confirma o diagnóstico.
A evidência de infecção estreptocócica é obrigatória para o diagnóstico (exceto na coreia isolada ou cardite insidiosa). Ela pode ser demonstrada através do aumento ou títulos elevados de anticorpos estreptocócicos, como a Antiestreptolisina O (ASLO) ou anti-DNAse B, cultura de orofaringe positiva para Streptococcus pyogenes ou teste rápido de antígeno estreptocócico positivo em criança com quadro clínico sugestivo de faringoamigdalite recente.
Os critérios menores são achados clínicos ou laboratoriais inespecíficos que apoiam o diagnóstico. Eles incluem: febre (≥ 38,5°C em populações de baixo risco), artralgia (dor articular sem sinais inflamatórios), elevação de reagentes de fase aguda (VHS ≥ 60 mm na primeira hora ou PCR ≥ 3,0 mg/dL) e prolongamento do intervalo PR no eletrocardiograma (ajustado para a idade), desde que a cardite não seja um critério maior utilizado no mesmo paciente.
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