UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Qual a lesão cardíaca mais frequente na fase aguda de febre reumática?
Febre Reumática Aguda → Cardite = Insuficiência Mitral é a lesão valvar mais comum.
Na fase aguda da febre reumática, a cardite é a manifestação mais grave e a lesão valvar mais frequente é a insuficiência mitral. Isso ocorre devido à inflamação das valvas cardíacas (valvulite), que leva ao espessamento e retração das cúspides e cordoalhas, impedindo o fechamento adequado da valva e resultando em regurgitação.
A febre reumática aguda (FRA) é uma doença inflamatória sistêmica que ocorre como uma complicação tardia de uma infecção de garganta por Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). A cardite reumática é a manifestação mais grave da FRA, afetando o coração em cerca de 50-70% dos casos e sendo a principal causa de morbimortalidade a longo prazo. A importância clínica reside na sua capacidade de causar doença cardíaca reumática crônica, uma das principais causas de valvulopatia no mundo. A fisiopatologia da cardite reumática envolve uma reação autoimune, onde anticorpos produzidos contra o estreptococo reagem de forma cruzada com antígenos presentes nos tecidos cardíacos (mimetismo molecular). Essa inflamação afeta o endocárdio, miocárdio e pericárdio (pancardite). No endocárdio, a inflamação das valvas (valvulite) é a lesão mais característica. Na fase aguda, a valva mitral é a mais frequentemente acometida, e a lesão predominante é a insuficiência mitral, devido ao edema, espessamento e retração das cúspides e cordoalhas, que impedem o fechamento adequado da valva. O diagnóstico da cardite reumática é clínico, baseado nos Critérios de Jones, e confirmado por exames como o ecocardiograma, que pode evidenciar a valvulite e a regurgitação. O tratamento da FRA visa erradicar a infecção estreptocócica, controlar a inflamação e prevenir novos episódios. A prevenção secundária com penicilina benzatina é crucial para evitar a progressão da doença valvar. A compreensão das lesões agudas e sua evolução para as sequelas crônicas é fundamental para o manejo adequado e a prevenção da doença cardíaca reumática.
A cardite reumática aguda pode se manifestar como pericardite, miocardite e, mais comumente, valvulite. A valvulite leva à insuficiência das valvas, sendo a mitral a mais afetada, seguida pela aórtica.
Na fase aguda, a inflamação (valvulite) causa edema, espessamento e retração das cúspides e cordoalhas, impedindo o fechamento completo da valva e resultando em regurgitação (insuficiência). A estenose é um processo crônico de fibrose e calcificação.
A cardite é um critério maior de Jones. O diagnóstico é feito pela presença de sopros cardíacos novos ou alterados, cardiomegalia, insuficiência cardíaca congestiva ou pericardite, confirmados por ecocardiograma que mostre valvulite.
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