SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Os critérios diagnósticos para a Febre Reumática (FR) foram propostos por Jones em 1944. No entanto, estes sofreram modificações ao longo das últimas décadas. Em 2015, os critérios foram revisados pela American Heart Association. Para populações de alto risco, atualmente, qual das alternativas abaixo NÃO é considerada um critério maior para FR?
Jones 2015 (Alto Risco): Monoartrite, Poliartralgia e Cardite subclínica = Critérios MAIORES.
Na revisão de 2015, para populações de alto risco, os critérios de artrite foram expandidos (incluindo monoartrite e poliartralgia) e a cardite subclínica foi oficializada como critério maior.
A Febre Reumática continua sendo um problema de saúde pública em países em desenvolvimento. A revisão da American Heart Association em 2015 buscou evitar o subdiagnóstico em áreas endêmicas. Ao aceitar manifestações articulares mais leves (como monoartrite ou poliartralgia) como critérios maiores, o clínico consegue intervir precocemente com a profilaxia secundária, prevenindo a progressão para cardiopatia reumática crônica.
A principal mudança foi a estratificação entre populações de baixo risco e de risco moderado/alto. Para estas últimas, a sensibilidade foi aumentada permitindo que a monoartrite, a poliartralgia e a monoartralgia (esta última como critério menor ou maior dependendo da configuração) fossem valorizadas. Além disso, a cardite subclínica detectada pelo ECO passou a ser critério maior em todos os grupos.
É a evidência ecocardiográfica de valvulite (insuficiência mitral ou aórtica com características morfológicas reumáticas) em um paciente que não apresenta sopros cardíacos patológicos ao exame físico. Antes de 2015, o diagnóstico de cardite era puramente clínico.
Sim, o Eritema Marginado permanece como um critério maior clássico para Febre Reumática em qualquer população. No entanto, é uma manifestação rara (menos de 5% dos casos). A questão ressalta que, embora seja critério maior, ele não sofreu a 'expansão' ou 'mudança' de status que as manifestações articulares e a cardite subclínica sofreram na revisão para alto risco.
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