HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A febre reumática aguda é uma complicação inflamatória associada à infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Considerando o contexto, é CORRETO afirmar:
Febre reumática aguda → Cardite reumática = valvulite mitral > aórtica. Raro não acometer mitral.
A cardite é a manifestação mais grave da febre reumática aguda, e a valvulite mitral é o acometimento cardíaco mais comum, ocorrendo em cerca de 90% dos casos de cardite. A inflamação valvar pode levar a sequelas permanentes, como estenose ou insuficiência mitral.
A febre reumática aguda (FRA) é uma doença inflamatória sistêmica que ocorre como complicação não supurativa de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). É uma condição de grande impacto em saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, devido às suas sequelas cardíacas. O diagnóstico é baseado nos Critérios de Jones. A cardite é a manifestação mais grave da FRA, ocorrendo em 50-70% dos casos e sendo a única que pode deixar sequelas permanentes. Ela se manifesta como pancardite, afetando o endocárdio (valvulite), miocárdio (miocardite) e pericárdio (pericardite). A valvulite é a forma mais comum e clinicamente significativa, com a valva mitral sendo acometida em cerca de 90% dos casos de cardite, seguida pela valva aórtica. O acometimento isolado do pericárdio é raro. A cardite pode ser subclínica, detectada apenas por ecocardiograma, ou manifestar-se com sopros cardíacos, cardiomegalia, insuficiência cardíaca e pericardite. O tratamento da FRA inclui antibióticos para erradicar o estreptococo, anti-inflamatórios (salicilatos, corticosteroides) para controlar a inflamação e profilaxia secundária com penicilina benzatina para prevenir novos episódios e a progressão da doença valvar.
A cardite reumática pode se manifestar como pancardite, afetando o endocárdio (valvulite), miocárdio (miocardite) e pericárdio (pericardite). A valvulite é a mais comum e clinicamente relevante, levando a insuficiência ou estenose valvar.
A valva mitral é a mais frequentemente acometida devido à sua anatomia e hemodinâmica, sendo exposta a maiores pressões e estresse mecânico. O processo inflamatório autoimune leva a espessamento e fibrose das cúspides e cordoalhas, resultando em disfunção valvar.
A cardite reumática pode levar a doença valvar reumática crônica, caracterizada por estenose e/ou insuficiência das valvas, principalmente mitral e aórtica. Essas sequelas podem necessitar de intervenção cirúrgica e são a principal causa de morbidade e mortalidade associada à febre reumática.
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