SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A incidência de febre reumática aguda em alguns países em desenvolvimento é superior a 50 casos por 100.000 crianças/ano. Nesta doença,
Febre reumática: artrite em grandes articulações (75% casos), cardite mitral > aórtica.
A artrite é a manifestação mais comum da febre reumática aguda, afetando predominantemente grandes articulações e sendo tipicamente migratória. É um critério maior de Jones e sua presença é crucial para o diagnóstico.
A febre reumática aguda (FRA) é uma doença inflamatória sistêmica não supurativa que ocorre como sequela de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). É uma condição grave, especialmente em países em desenvolvimento, com alta incidência e potencial para causar doença cardíaca reumática crônica, uma das principais causas de cardiopatia adquirida na infância e adolescência. O diagnóstico baseia-se nos Critérios de Jones, que combinam manifestações clínicas maiores e menores com evidência de infecção estreptocócica recente. A fisiopatologia envolve uma reação autoimune, onde anticorpos produzidos contra o estreptococo reagem de forma cruzada com tecidos do hospedeiro, como coração, articulações, cérebro e pele. As manifestações clínicas variam, mas a artrite é a mais comum, presente em cerca de 75% dos casos, caracterizada por poliartrite migratória de grandes articulações. A cardite é a manifestação mais grave, podendo levar a valvopatias permanentes, sendo a válvula mitral a mais afetada. Outros critérios maiores incluem coreia de Sydenham, eritema marginatum e nódulos subcutâneos. O tratamento da FRA visa erradicar o estreptococo, controlar a inflamação e prevenir recorrências. Antibióticos como a penicilina são essenciais para a erradicação. Anti-inflamatórios como salicilatos e corticosteroides são usados para controlar a artrite e a cardite, respectivamente. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para prevenir novos episódios e o desenvolvimento ou progressão da doença cardíaca reumática.
Os critérios de Jones incluem maiores (cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginatum, nódulos subcutâneos) e menores (febre, artralgia, VHS/PCR elevadas, PR prolongado no ECG).
A válvula mitral é a mais acometida na febre reumática, seguida pela válvula aórtica, podendo levar a estenose ou insuficiência.
A artrite na febre reumática é tipicamente uma poliartrite migratória, assimétrica, que afeta grandes articulações como joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos, e é muito responsiva a salicilatos.
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