IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Menina de 14 anos, com história de amigdalites de repetição, é trazida a consulta pediátrica pela sua mãe, que relata que a filha iniciou, há cerca de 2 semanas, quadro de dor nas articulações, lesões cutâneas e febre. Inicialmente, a adolescente apresentara dor e edema no joelho direito, evoluindo com melhora, quando passou a apresentar quadro álgico em outra articulação. Atualmente, a dor se encontra no cotovelo esquerdo. Ao exame físico, além da alteração articular descrita, apresenta nos membros superiores a lesão cutânea abaixo demonstrada: Exame laboratorial evidencia aumentos da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. A melhor conduta terapêutica para o caso clínico em questão é:
Artrite migratória + febre + ↑ VHS/PCR + antecedente de faringite = Febre Reumática.
O tratamento da fase aguda da febre reumática foca na erradicação do estreptococo com penicilina benzatina, controle da inflamação articular com AINEs e repouso.
A febre reumática é uma complicação não supurativa da faringoamigdalite pelo Streptococcus pyogenes (grupo A). A fisiopatologia envolve mimetismo molecular entre antígenos bacterianos e tecidos do hospedeiro, gerando uma resposta autoimune multissistêmica. O diagnóstico clínico utiliza os Critérios de Jones, exigindo 2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores, além de prova de infecção estreptocócica. O tratamento visa erradicar o agente, controlar a inflamação e prevenir sequelas valvares crônicas.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Jones (maiores como cardite, artrite, coreia, eritema marginatum e nódulos subcutâneos; e menores como febre e aumento de provas inflamatórias), associados à evidência de infecção estreptocócica prévia por cultura, teste rápido ou ASLO elevado.
A Penicilina G Benzatina em dose única intramuscular é o padrão-ouro para a erradicação do Streptococcus pyogenes, visando interromper o estímulo antigênico, mesmo que a faringite já tenha se resolvido clinicamente.
É uma lesão cutânea rara, mas altamente específica, caracterizada por máculas rosadas, não pruriginosas, com bordas nítidas e centro claro, que ocorrem principalmente no tronco e membros proximais, poupando a face.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo