PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Os objetivos do tratamento da febre reumática são reduzir o processo inflamatório, aliviar os sintomas, atenuar o dano cardíaco, além da erradicação da infecção estreptocócica e prevenção de recorrência; no seu manejo deve ser observado que:
Naproxeno é preferido ao AAS na artrite da febre reumática pelo melhor perfil de segurança.
O tratamento da febre reumática visa erradicar o estreptococo e controlar a inflamação. Atualmente, o naproxeno substituiu o AAS como primeira linha para artrite devido à menor toxicidade.
A febre reumática é uma complicação não supurativa da faringoamigdalite pelo estreptococo do grupo A. O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Jones (maiores: cardite, artrite, coreia, eritema marginado e nódulos subcutâneos). O manejo terapêutico evoluiu para priorizar a segurança do paciente. A erradicação do agente com penicilina é mandatória, mesmo que a faringite já tenha resolvido. O controle da artrite com naproxeno é eficaz e rápido, servindo inclusive como teste terapêutico em casos duvidosos.
Tradicionalmente utilizava-se o AAS (salicilatos), porém as diretrizes atuais, incluindo as brasileiras, recomendam o uso de anti-inflamatórios não-hormonais como o naproxeno. O naproxeno apresenta eficácia similar no controle da artrite migratória, mas com um perfil de segurança superior, especialmente em relação ao risco de síndrome de Reye e toxicidade gástrica em crianças.
A profilaxia secundária é fundamental para prevenir novos surtos e o agravamento de lesões valvares. O padrão-ouro é a Penicilina G Benzatina a cada 21 dias. A duração varia conforme o grau de acometimento cardíaco: sem cardite prévia, até os 21 anos ou 5 anos após o último surto; com cardite leve ou curada, até os 25 anos ou 10 anos após o último surto; com lesão valvar residual grave, até os 40 anos ou por toda a vida.
Os glicocorticoides, como a prednisona, são indicados principalmente nos casos de cardite moderada a grave. Eles auxiliam no controle rápido do processo inflamatório miocárdico e pericárdico. No entanto, é importante notar que os corticoides não previnem a evolução para doença valvar crônica, servindo apenas para o controle da fase aguda inflamatória.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo