HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Assinale a alternativa que apresenta a manifestação clínica mais comum da febre reumática.
Febre Reumática: a poliartrite migratória de grandes articulações é a manifestação clínica mais comum.
A poliartrite migratória é a manifestação mais frequente da febre reumática, afetando principalmente grandes articulações de forma assimétrica e transitória. É um dos critérios maiores de Jones e, embora dolorosa, geralmente não deixa sequelas articulares permanentes.
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica, não supurativa, que ocorre como sequela de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) em indivíduos geneticamente predispostos. É uma condição de grande importância na saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, devido ao seu potencial de causar doença cardíaca reumática crônica, que é uma das principais causas de morbidade e mortalidade cardiovascular em jovens. O reconhecimento precoce das manifestações clínicas é fundamental para o manejo adequado e prevenção de sequelas graves. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune desencadeada por mimetismo molecular entre antígenos estreptocócicos e tecidos do hospedeiro, principalmente coração, articulações, cérebro e pele. O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Jones, que combinam manifestações maiores (cardite, poliartrite, Coreia de Sydenham, eritema marginado, nódulos subcutâneos) e menores (febre, artralgia, elevação de VHS/PCR, prolongamento do PR) com evidência de infecção estreptocócica recente. A poliartrite migratória é a manifestação mais comum, presente em cerca de 75% dos casos, e é crucial para a suspeita diagnóstica inicial. O tratamento visa controlar a inflamação aguda, erradicar a infecção estreptocócica e prevenir recorrências. Anti-inflamatórios (salicilatos, corticosteroides) são usados para aliviar os sintomas e reduzir a inflamação. A penicilina é o antibiótico de escolha para erradicar o S. pyogenes. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é essencial e deve ser mantida por anos, ou até a idade adulta, dependendo do acometimento cardíaco, para evitar novos episódios e a progressão da doença cardíaca reumática.
Os critérios maiores de Jones incluem cardite, poliartrite migratória, Coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos. Os critérios menores são febre, artralgia, elevação de VHS/PCR e prolongamento do intervalo PR no ECG.
A poliartrite da febre reumática é caracteristicamente migratória, afetando grandes articulações de forma assimétrica e transitória. Responde bem a salicilatos e não causa deformidades permanentes, ao contrário de algumas artrites crônicas.
A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para prevenir novas infecções estreptocócicas e, consequentemente, recorrências da febre reumática, que podem agravar a lesão cardíaca valvular.
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