Febre Reumática: Diagnóstico e Manejo da Cardite

HAOC - Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022

Enunciado

Escolar, sexo masculino, 8 anos de idade, apresenta quadro de dor articular em punhos e cotovelos há 2 dias, com redução da movimentação devido a dor. Há 1 semana, iniciou dor em joelhos e calcanhares, com hiperemia e dificuldade de movimentação, mas acha que já está em melhora. Nega febre. Refere que apresentou quadro de dor de garganta e febre há 1 mês atrás, resolvidos com uso de ibuprofeno por 5 dias. Nega comorbidades prévias ou alergias. Ao exame clínico, está em bom estado geral, com hiperemia e edema discretos de joelhos e cotovelos. Apresenta sopro sistólico pancardíaco, mais intenso em foco mitral. Apresenta lesões de pele conforme imagem abaixo. Sem outras alterações significativas ao exame clínico. Colhida anti-estreptolisina O, com resultado de 837 U/mL (referência: 160 a 300 U/mL). Baseado nos dados clínicos apresentados, podemos afirmar que: 

Alternativas

  1. A) Como paciente está afebril, está indicado apenas tratamento sintomático da artrite com uso de anti-inflamatórios não-hormonais e analgésicos simples.
  2. B) Não é possível confirmação da principal hipótese diagnóstica neste momento, sendo necessário encontrar uma alteração típica no eletrocardiograma.
  3. C) Está indicado o uso de penicilina G benzatina neste momento para erradicação estreptocócica, seguida de aplicações a cada 21 dias para profilaxia secundária.
  4. D) Está indicada a pulsoterapia com corticosteroides, associado ao uso de antiinflamatórios não-hormonais para controle dos sintomas.
  5. E) Se o ecocardiograma transesofágico confirmar a principal hipótese diagnóstica, será necessário tratamento com antibioticoterapia endovenosa por 4 a 6 semanas.

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