Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Em relação à Febre Reumática pode-se AFIRMAR:
Febre Reumática: complicação tardia de infecção por Estreptococo beta-hemolítico do grupo A, manifesta-se com cardite, coreia, artrite.
A Febre Reumática é uma sequela não supurativa tardia de uma infecção de orofaringe pelo Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes). Sua apresentação clínica é variada, envolvendo principalmente coração, articulações, cérebro e pele, sendo a cardite a complicação mais grave.
A Febre Reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica, não supurativa, que se desenvolve como uma complicação tardia de uma infecção de orofaringe pelo Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes). Embora a incidência tenha diminuído em países desenvolvidos, ainda representa um grave problema de saúde pública em regiões em desenvolvimento, devido às suas sequelas cardíacas crônicas, as valvulopatias reumáticas. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune, onde anticorpos produzidos contra antígenos estreptocócicos reagem de forma cruzada com tecidos do próprio hospedeiro, especialmente o coração, articulações, sistema nervoso central e pele. O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Jones, que combinam evidências de infecção estreptocócica recente com a presença de manifestações maiores (cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos) e menores (febre, artralgia, elevação de VHS/PCR e prolongamento do intervalo PR no ECG). O tratamento da fase aguda visa controlar a inflamação e erradicar o estreptococo residual, prevenindo recorrências. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para evitar novos surtos e a progressão da doença cardíaca reumática. A Febre Reumática é um exemplo clássico de como a prevenção primária (tratamento adequado da faringoamigdalite estreptocócica) e secundária podem impactar significativamente a morbimortalidade em saúde pública.
O diagnóstico de Febre Reumática é feito pelos Critérios de Jones, que incluem evidência de infecção estreptocócica prévia e a presença de manifestações maiores (cardite, poliartrite, coreia, eritema marginado, nódulos subcutâneos) e/ou menores (febre, artralgia, elevação de VHS/PCR, prolongamento do PR).
A Febre Reumática é uma doença autoimune que ocorre semanas após uma infecção de orofaringe não tratada ou inadequadamente tratada pelo Estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Não é uma infecção ativa, mas sim uma resposta imunológica do hospedeiro.
A complicação mais grave é a cardite reumática, que pode levar a valvulopatias crônicas. Manifesta-se por sopros cardíacos, cardiomegalia, insuficiência cardíaca e, em casos graves, pericardite.
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