IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2026
O diagnóstico de febre reumática, uma importante complicação da infecção da cavidade oral por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, é baseado nos critérios de Jones, os quais são divididos em critérios maiores e menores. Dentre as opções abaixo, aquela que representa um critério menor para o diagnóstico de febre reumática é:
Jones: 2 Maiores ou 1 Maior + 2 Menores + evidência de infecção estreptocócica.
A febre reumática é uma resposta autoimune pós-estreptocócica. Os critérios de Jones estratificam o diagnóstico em manifestações maiores (específicas) e menores (inespecíficas).
A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica que ocorre após uma faringoamigdalite por Streptococcus pyogenes em indivíduos geneticamente predispostos. A patogênese envolve o mimetismo molecular, onde anticorpos contra proteínas bacterianas reagem de forma cruzada com tecidos do hospedeiro, como coração e articulações. Embora a incidência tenha declinado em países desenvolvidos, a FR continua sendo uma causa importante de cardiopatia adquirida em jovens em países em desenvolvimento. O tratamento foca na erradicação do estreptococo e profilaxia secundária rigorosa com penicilina benzatina.
Os critérios maiores de Jones são manifestações clínicas altamente sugestivas de febre reumática aguda. Eles incluem: (1) Cardite (clínica ou subclínica detectada pelo ecocardiograma); (2) Artrite (poliartrite migratória em populações de baixo risco ou monoartrite/poliartralgia em populações de alto risco); (3) Coreia de Sydenham (movimentos involuntários e bruscos); (4) Eritema marginado (erupção cutânea rosada e anular); e (5) Nódulos subcutâneos (firmes e indolores sobre superfícies extensoras).
Os critérios menores são achados menos específicos que apoiam o diagnóstico. Eles incluem: (1) Febre (≥ 38,5°C em baixo risco; ≥ 38°C em alto risco); (2) Artralgia (se a artrite não for usada como critério maior); (3) Marcadores inflamatórios elevados, especificamente a Proteína C Reativa (PCR ≥ 3,0 mg/dL) ou Velocidade de Hemossedimentação (VHS ≥ 60 mm na 1ª hora em baixo risco); e (4) Prolongamento do intervalo PR no eletrocardiograma.
Para o diagnóstico do primeiro surto de febre reumática, é necessária a presença de 2 critérios maiores OU 1 critério maior e 2 menores, sempre acompanhados de evidência de infecção estreptocócica prévia pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (como ASLO elevado, cultura de orofaringe positiva ou teste rápido de antígeno positivo). A única exceção onde a evidência de infecção prévia pode ser dispensada é na Coreia de Sydenham isolada ou na cardite reumática de início insidioso.
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