Febre Reumática: Diagnóstico pelos Critérios de Jones

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2018

Enunciado

Adolescente de 12 anos de idade, sexo masculino com antecedente de bom estado de saúde prévio, apresentou febre de seis dias de duração, associada à artralgia nos punhos e coluna cervical. O quadro articular evoluiu com edema e dor nos joelhos com migração para os tornozelos no decorrer de duas semanas. Foi medicada com paracetamol/dipirona, todavia a dor e a claudicação persistiam, o que ocasionava limitação intermitente para a deambulação e atividades diárias. Negava história de tonsilite e íngua no pescoço nas últimas quatro semanas do atual quadro clínico. Exame físico: temp. axilar: 37,4° C, frequência cardíaca: 120 bpm, sopro sistólico no foco mitral de 3+/6+ e tumefação das articuções dos joelhos dolorosas à movimentação ativa. Achados dos exames: sumário de urina: normal; Hgb: 10,3g/dL; leucócitos totais: 18.400/mm3 (neutrófilos segmentados: 88,5%; linfócitos típicos: 9%) e plaquetas: 415.000/ mm3 ; ASLO: 1.250UI; cultura de espécime de orofaringe e teste rápido para pesquisa de Streptococcus pyogenes : negativa; VSH: 55 mm/1ªh; PCR: 20 mg/dL; ECG: normal. Considerando a hipótese diagnóstica de febre reumática FR), pode afirmar:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico de FR é improvável pela falta de evidência de infecção estreptocócica prévia de tonsila palatina e/ou orofaringe.
  2. B) O diagnóstico de FR se impõe apesar da falta de evidência de infecção estreptocócica prévia de tonsila palatina e/ou orofaringe.
  3. C) O paciente preenche os critérios para o diagnóstico de FR.
  4. D) O diagnóstico de FR somente poderá ser confirmado após o ecocardiograma.
  5. E) Não apresenta critérios para o diagnóstico de FR.

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