Febre Reumática: Critérios de Jones e Diagnóstico

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Imagine um quebra-cabeça que você precisa montar as peças corretamente para diagnosticar febre reumática. Qual alternativa abaixo tem uma “peça” ERRADA para diagnosticar um caso suspeito de febre reumática?

Alternativas

  1. A) Dor e edema articular por mais de 3 meses.
  2. B) Hepatomegalia.
  3. C) Atrito pericárdico.
  4. D) Taquicardia.
  5. E) Nódulos subcutâneos.

Pérola Clínica

Artrite da Febre Reumática = Migratória, grandes articulações e duração BREVE (não > 3 meses).

Resumo-Chave

A artrite na febre reumática é tipicamente uma poliartrite migratória de grandes articulações, autolimitada e com resposta rápida a anti-inflamatórios; dor persistente por meses sugere outros diagnósticos.

Contexto Educacional

A febre reumática é uma complicação não supurativa da faringoamigdalite causada pelo Streptococcus pyogenes (Grupo A). A patogênese envolve mimetismo molecular, onde anticorpos contra a bactéria reagem cruzadamente com tecidos do hospedeiro, como o miocárdio e as articulações. A cardite é a manifestação mais grave, podendo levar à valvulopatia crônica (especialmente estenose mitral). A coreia de Sydenham pode aparecer meses após a infecção inicial e, às vezes, é o único critério presente. O tratamento foca na erradicação do estreptococo, controle da inflamação e, crucialmente, na profilaxia secundária com penicilina benzatina para evitar novos surtos que agravariam as lesões valvares.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios maiores de Jones?

Os critérios maiores de Jones para o diagnóstico de febre reumática (em populações de baixo risco) incluem: Poliartrite migratória, Cardite (clínica ou subclínica), Coreia de Sydenham, Eritema marginado e Nódulos subcutâneos. Para o diagnóstico de um primeiro surto, é necessária a presença de dois critérios maiores ou um maior e dois menores, sempre acompanhados de evidência de infecção prévia pelo estreptococo do grupo A (como ASLO elevado ou cultura de orofaringe positiva).

Como se caracteriza a artrite na febre reumática?

A artrite reumática clássica é uma poliartrite migratória que afeta predominantemente grandes articulações (joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos). Ela é extremamente dolorosa, mas apresenta uma resposta dramática ao uso de salicilatos (Aspirina) ou outros AINEs em 24 a 48 horas. Uma característica fundamental é que ela é autolimitada e não deixa sequelas articulares, durando geralmente de alguns dias a poucas semanas. Se a dor e o edema persistirem por mais de 3 meses, o diagnóstico de febre reumática torna-se improvável.

O que são os critérios menores de Jones?

Os critérios menores são achados inespecíficos que auxiliam no diagnóstico quando apenas um critério maior está presente. Eles incluem: Febre (geralmente ≥ 38,5°C), Artralgia (dor articular sem sinais inflamatórios), elevação de reagentes de fase aguda (VHS e/ou PCR) e prolongamento do intervalo PR no eletrocardiograma. Vale ressaltar que se a poliartrite já foi usada como critério maior, a artralgia não pode ser contada como critério menor.

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