PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Febre é uma das queixas mais frequentes em pronto-atendimentos e um dos sintomas que causam maiores preocupações aos pais e responsáveis. Sobre quadros de febre aguda é CORRETO afirmar:
RNs podem não ter febre em infecção grave; antitérmicos são para conforto, não para atingir temperatura alvo.
A febre é um sintoma comum em crianças, mas sua interpretação e manejo variam com a idade. Em recém-nascidos, a ausência de febre não exclui infecção grave, pois eles podem apresentar hipotermia ou outros sinais inespecíficos. O uso de antitérmicos visa o conforto da criança, e não a normalização da temperatura a qualquer custo, e não deve ser feito preventivamente antes de vacinas.
A febre é uma das queixas mais frequentes nos pronto-atendimentos pediátricos e gera grande preocupação entre pais e responsáveis. Compreender a fisiopatologia e o manejo adequado da febre aguda é essencial para residentes. A febre é uma resposta fisiológica do corpo a infecções ou inflamações, e sua presença não indica necessariamente gravidade, nem sua altura se correlaciona diretamente com a etiologia bacteriana ou viral da doença. Um ponto crítico no manejo da febre pediátrica é a avaliação de recém-nascidos (RNs). Diferentemente de crianças mais velhas, RNs e lactentes jovens podem não manifestar febre em quadros infecciosos graves, apresentando hipotermia ou apenas sinais inespecíficos como letargia, irritabilidade ou recusa alimentar. Portanto, qualquer alteração no comportamento ou na temperatura de um RN deve ser prontamente investigada. O uso de antitérmicos, como paracetamol e ibuprofeno, tem como principal objetivo o alívio do desconforto da criança, e não a normalização da temperatura a qualquer custo. A alternância de antitérmicos não é recomendada de rotina devido ao risco de erros de dose e toxicidade. Outro aspecto importante é a não recomendação do uso de antitérmicos 'preventivos' antes da aplicação de vacinas. Embora possa parecer uma medida de conforto, estudos indicam que essa prática pode interferir na resposta imune à vacina, diminuindo a eficácia da imunização. A orientação é utilizar antitérmicos apenas se a criança apresentar febre ou desconforto após a vacinação. A educação dos pais sobre a febre e seu manejo é fundamental para evitar ansiedade desnecessária e práticas inadequadas.
Recém-nascidos e lactentes jovens podem não apresentar febre em vigência de infecção grave. Em vez disso, podem manifestar hipotermia, letargia, irritabilidade, recusa alimentar ou outros sinais inespecíficos. Qualquer alteração no estado geral de um RN deve ser investigada como potencial infecção.
O uso de antitérmicos é recomendado principalmente para aliviar o desconforto da criança, como irritabilidade, dor ou mal-estar, e não para atingir uma temperatura específica. A febre em si não é prejudicial, a menos que seja muito alta e cause desconforto significativo ou convulsões febris em crianças predispostas.
Não, o uso de antitérmicos preventivos antes da aplicação de vacinas não é recomendado. Estudos sugerem que essa prática pode atenuar a resposta imune à vacina, diminuindo a produção de anticorpos. Antitérmicos devem ser administrados apenas se a criança desenvolver febre ou desconforto após a vacinação.
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