SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Valentina tem 25 dias, nasceu a termo, está em aleitamento materno exclusivo e há dois dias iniciou febre sem nenhum outro sinal ou sintoma. Durante o atendimento na clínica da família, a anamnese e o exame físico não apresentam alterações. A caderneta vacinai está em dia. Diante do quadro descrito a conduta adequada é:
Febre em RN < 28 dias SEMPRE = investigação sepse + ATB empírica hospitalar, mesmo sem foco.
Recém-nascidos e lactentes jovens (<28 dias) com febre, mesmo sem foco aparente, devem ser considerados de alto risco para infecção bacteriana grave, incluindo sepse e meningite. A resposta inflamatória nesses pacientes pode ser atípica, e a progressão da doença é rápida, justificando a conduta agressiva.
A febre em recém-nascidos (RN) e lactentes jovens, especialmente aqueles com menos de 28 dias de vida, é uma condição de alta preocupação clínica. Devido à imaturidade do sistema imunológico e à apresentação atípica de infecções graves, a febre isolada é considerada um sinal de alarme que exige investigação imediata para infecção bacteriana grave (IBG), como sepse ou meningite. A incidência de IBG em RN febris pode variar, mas o risco de desfechos adversos é significativo se não tratada prontamente. A fisiopatologia da febre em RN pode ser multifatorial, mas a principal preocupação é a rápida progressão de infecções bacterianas. O diagnóstico diferencial inclui infecções virais, mas a exclusão de IBG é prioritária. A investigação completa geralmente envolve hemograma, culturas de sangue, urina e líquor, além de radiografia de tórax se houver sintomas respiratórios. A suspeita deve ser alta mesmo na ausência de sinais focais, pois a resposta inflamatória pode ser sutil. A conduta para febre em RN < 28 dias é o encaminhamento hospitalar para avaliação completa e início de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns (ex: Estreptococo do Grupo B, E. coli, Listeria monocytogenes). O tratamento é mantido até que as culturas sejam negativas e o paciente esteja clinicamente estável, ou ajustado conforme o antibiograma. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Em recém-nascidos, a febre isolada (>38°C) é um sinal de alarme crucial. Outros sinais podem ser inespecíficos, como letargia, irritabilidade, dificuldade para mamar, hipotonia, icterícia ou alterações respiratórias, exigindo avaliação imediata.
O sistema imunológico do neonato é imaturo, tornando-os vulneráveis a infecções bacterianas graves que podem progredir rapidamente para sepse ou meningite, mesmo na ausência de sintomas focais. A investigação e o tratamento precoces são vitais para prevenir morbimortalidade.
A antibioticoterapia empírica inicial geralmente inclui ampicilina (para cobertura de Listeria monocytogenes e estreptococos do grupo B) associada a um aminoglicosídeo (como gentamicina) ou uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima) para cobrir Gram-negativos.
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