Febre em Recém-Nascido: Conduta Inicial e Sepse

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido de 21 dias é levado à emergência pela mãe, que relata 2 episódios de febre de 38,5ºC e sucção débil durante amamentação, nas últimas 24 horas. Ao exame, nenhum sinal indicativo do foco infeccioso. A conduta adequada inicial é:

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia oral e retorno em 48 horas.
  2. B) Internação hospitalar, hidratação venosa e exames para investigação do foco infeccioso.
  3. C) Orientar observação domiciliar do recém-nascido e, se mantida a febre por mais 48 horas, retornar para a unidade hospitalar.
  4. D) Suspender amamentação, iniciar antibiótico oral e aguardar 48 horas sem febre para retomar a amamentação.
  5. E) Internação hospitalar, exames diagnósticos para investigação de sepse e antibioticoterapia empírica venosa.

Pérola Clínica

RN < 28 dias com febre + sucção débil → Internação, investigação completa de sepse e suporte.

Resumo-Chave

Febre em recém-nascidos (< 28 dias) é uma emergência médica, pois pode ser o único sinal de sepse grave. A conduta inicial deve ser internação hospitalar para investigação completa do foco infeccioso, incluindo exames laboratoriais e culturas, além de suporte clínico.

Contexto Educacional

A febre em recém-nascidos (RNs) com menos de 28 dias de vida é uma condição de extrema preocupação e deve ser sempre considerada uma emergência médica. Devido à imaturidade do sistema imunológico e à capacidade limitada de localizar infecções, os RNs são altamente suscetíveis a infecções bacterianas graves, como sepse, meningite e pielonefrite, que podem se manifestar com sinais clínicos sutis e inespecíficos, como a sucção débil. A incidência de infecção bacteriana grave em RNs febris pode chegar a 10-20%. A conduta adequada inicial para um RN febril é a internação hospitalar imediata. Isso permite uma avaliação clínica rigorosa e a realização de uma investigação completa para identificar a fonte da infecção. Os exames incluem hemograma completo com diferencial, proteína C reativa (PCR), hemocultura, urocultura (preferencialmente por cateterismo vesical ou punção suprapúbica) e, em muitos casos, punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) e cultura. Após a coleta dos exames, a antibioticoterapia empírica venosa de amplo espectro deve ser iniciada prontamente, antes mesmo dos resultados das culturas, devido ao risco de rápida deterioração do quadro. A hidratação venosa e o suporte geral também são fundamentais. A observação domiciliar ou o tratamento ambulatorial com antibióticos orais são contraindicados nessa faixa etária devido ao alto risco de complicações graves e à dificuldade em monitorar o paciente adequadamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta de sepse em um recém-nascido?

Sinais de alerta incluem febre ou hipotermia, sucção débil, irritabilidade, letargia, dificuldade respiratória, icterícia, vômitos e alterações na perfusão.

Qual a conduta inicial para um recém-nascido febril (< 28 dias)?

A conduta inicial é internação hospitalar imediata, coleta de exames para investigação de sepse (hemograma, PCR, hemocultura, urocultura, líquor) e, geralmente, início de antibioticoterapia empírica venosa de amplo espectro.

Por que a febre em recém-nascidos é considerada uma emergência?

Recém-nascidos possuem um sistema imunológico imaturo e podem progredir rapidamente para sepse grave e choque, com sinais clínicos inespecíficos, tornando a febre um sinal de alarme crucial.

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