Febre Puerperal: Diagnóstico e Manejo Pós-Parto

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

O puerpério é o período de 6 semanas que se seguem ao parto, onde a paciente pode trazer algumas complicações da gestação e periparto, como a hipertensão arterial, ou intercorrer com complicações que são mais frequentes nesse período. Sobre estas complicações, está CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A principal causa de hemorragia uterina pós parto vaginal se dá pela presença de restos placentários que provocam sangramento nesse local.
  2. B) A mastite puerperal geralmente ocorre nos primeiros dias pós-parto, por germes da pele do paciente, sendo as fissuras mamilares o principal fator de risco.
  3. C) A febre persistente nas primeiras 48 horas após o parto representa na maioria dos casos, um sinal de infecção do trato genital, especialmente quando for após parto cesariano.
  4. D) A atonia uterina pode ser efetivamente prevenida pela detecção dos fatores de risco.

Pérola Clínica

Febre persistente > 48h pós-parto (especialmente cesariana) → Infecção trato genital (endometrite).

Resumo-Chave

A febre persistente após as primeiras 48 horas do parto, particularmente após uma cesariana, é um forte indicativo de infecção do trato genital, sendo a endometrite puerperal a causa mais comum. A vigilância e o diagnóstico precoce são cruciais.

Contexto Educacional

O puerpério é o período de aproximadamente seis semanas após o parto, durante o qual o corpo da mulher retorna progressivamente ao estado pré-gravídico. Embora seja um período de recuperação, também é suscetível a diversas complicações, tanto da gestação quanto do próprio parto. As complicações puerperais podem ser graves e incluem hemorragias, infecções, distúrbios tromboembólicos e problemas de lactação. A febre puerperal é definida como temperatura oral de 38°C ou mais em duas ocasiões separadas, com pelo menos 6 horas de intervalo, após as primeiras 24 horas do parto e nas primeiras 10 dias pós-parto. A infecção do trato genital, especialmente a endometrite puerperal, é a causa mais comum de febre persistente, particularmente após o parto cesariano, devido ao maior risco de contaminação e trauma tecidual. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções puerperais são cruciais para prevenir complicações graves como sepse e choque séptico. O manejo envolve antibioticoterapia de amplo espectro, hidratação e, se necessário, drenagem de abscessos. A prevenção inclui técnicas assépticas durante o parto, profilaxia antibiótica em cesarianas e boa higiene pós-parto.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de febre no puerpério?

As principais causas incluem infecções do trato genital (endometrite, infecção de ferida operatória), mastite, infecção do trato urinário, tromboflebite pélvica séptica e, menos comumente, infecções respiratórias.

Como diferenciar uma febre fisiológica de uma infecciosa no puerpério?

Febre fisiológica (até 38°C) pode ocorrer nas primeiras 24 horas devido à desidratação ou ingurgitamento mamário e geralmente é transitória. Febre persistente, acima de 38°C, após 24-48 horas, é mais indicativa de infecção.

Qual a complicação infecciosa mais comum após o parto cesariano?

A endometrite puerperal é a infecção mais comum após o parto cesariano, caracterizada por febre, dor abdominal, útero subinvoluído e lóquios fétidos.

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