Febre Puerperal: Fatores de Risco e Prevenção de Infecções

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

São considerados fatores de risco para a ocorrência de febre puerperal todas as listadas abaixo, exceto.

Alternativas

  1. A) Ruptura prematura de membranas, principalmente as de duração maior que 12 horas.
  2. B) Cesárea como via de parto.
  3. C) Profilaxia antibiótica extendida.
  4. D) Imunossupressão da gestação.

Pérola Clínica

Febre puerperal: fatores de risco incluem RPMO > 12h, cesárea, imunossupressão. Profilaxia ATB extendida NÃO é risco.

Resumo-Chave

A febre puerperal é uma complicação infecciosa pós-parto. Fatores como ruptura prematura de membranas (RPMO) prolongada, parto cesáreo e imunossupressão aumentam o risco. A profilaxia antibiótica, quando bem indicada e no tempo certo, geralmente reduz o risco de infecção, não o aumenta.

Contexto Educacional

A febre puerperal é uma complicação infecciosa grave que pode ocorrer no período pós-parto, geralmente definida como temperatura oral de 38°C ou mais em duas ou mais ocasiões, após as primeiras 24 horas do parto e nas primeiras 10 dias pós-parto. A principal causa é a endometrite puerperal, mas outras infecções como infecção do trato urinário, mastite ou infecção da ferida operatória também podem contribuir. Os fatores de risco para febre puerperal são diversos e incluem condições que favorecem a ascensão de microrganismos ou comprometem a imunidade materna. Entre eles, destacam-se a ruptura prematura de membranas (RPMO) com duração prolongada (geralmente > 12-18 horas), o parto cesáreo (devido à maior invasividade e manipulação), múltiplos exames vaginais durante o trabalho de parto, corioamnionite, anemia materna, obesidade e estados de imunossupressão da gestante. A profilaxia antibiótica, quando realizada de forma adequada (geralmente com uma dose única de cefalosporina de primeira geração antes da incisão cirúrgica na cesárea), é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a incidência de infecções puerperais. Portanto, a profilaxia antibiótica estendida não é um fator de risco, mas sim uma prática que, se inadequada, pode levar a outros problemas como resistência bacteriana, mas não aumenta o risco de febre puerperal em si. O manejo envolve identificação precoce e tratamento com antibióticos de amplo espectro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de febre puerperal?

Os principais fatores incluem parto cesáreo, ruptura prematura de membranas prolongada (>12-18h), múltiplos exames vaginais, corioamnionite, anemia materna, obesidade e imunossupressão.

Como a profilaxia antibiótica se relaciona com a febre puerperal?

A profilaxia antibiótica adequada, especialmente antes da incisão na cesárea, é uma medida eficaz para reduzir o risco de febre puerperal e outras infecções pós-parto. A profilaxia estendida não é um fator de risco, mas sim uma prática geralmente desnecessária que pode levar a resistência bacteriana.

Qual a definição de febre puerperal?

Febre puerperal é definida como temperatura oral de 38°C ou mais em duas ou mais ocasiões, após as primeiras 24 horas do parto e nas primeiras 10 dias pós-parto, excluindo as primeiras 24 horas.

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