INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um paciente foi submetido à laparotomia para realização de transplante hepático, com duração de 8 horas de procedimento cirúrgico. No primeiro dia de pós-operatório, ainda em ventilação mecânica, ele apresenta um pico febril de 38 °C.Considerando esse quadro clínico, o exame complementar que deverá ser solicitado para investigação da etiologia mais prevalente de febre nessas condições é a
Febre no 1º PO após cirurgia abdominal prolongada (ex: transplante) + VM → atelectasia pulmonar é a causa mais comum.
A causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais prolongadas e em pacientes em ventilação mecânica, é a atelectasia pulmonar. A radiografia de tórax é o exame inicial para confirmar essa etiologia.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e sua investigação deve seguir uma abordagem sistemática, considerando o tempo de aparecimento. No primeiro dia de pós-operatório, especialmente após cirurgias prolongadas como o transplante hepático e em pacientes sob ventilação mecânica, a causa mais prevalente de febre é a atelectasia pulmonar. Este fenômeno ocorre devido à hipoventilação, dor, uso de opioides e imobilidade, levando ao colapso de alvéolos e pequenas vias aéreas. A atelectasia é uma complicação pulmonar que, embora não seja infecciosa inicialmente, pode predispor à pneumonia se não for tratada. A radiografia de tórax é o exame complementar de escolha para confirmar a suspeita, revelando áreas de opacificação, elevação do diafragma e, por vezes, desvio do mediastino. O tratamento envolve fisioterapia respiratória intensiva, mobilização precoce e otimização da ventilação. É um erro comum, mas importante de evitar, assumir que toda febre pós-operatória precoce é de origem infecciosa e solicitar culturas de imediato. Embora infecções sejam uma preocupação, elas geralmente se manifestam mais tardiamente. A compreensão da cronologia das causas de febre pós-operatória é crucial para um diagnóstico e manejo eficientes, evitando exames desnecessários e uso inadequado de antibióticos.
A causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório é a atelectasia pulmonar, especialmente após cirurgias abdominais prolongadas, devido à hipoventilação e acúmulo de secreções.
A radiografia de tórax é indicada para investigar atelectasia, que é a causa mais prevalente de febre precoce. Ela pode mostrar áreas de colapso pulmonar, elevação do diafragma ou desvio de mediastino, confirmando a suspeita.
Em pós-operatório tardio (após 48-72h), outras causas de febre incluem infecções de sítio cirúrgico, pneumonia associada à ventilação, infecção do trato urinário, tromboflebite e infecções relacionadas a cateteres.
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