HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
As causas mais frequentes de febre nas primeiras 24 horas de pós-operatório são:
Febre < 24h pós-op → Atelectasia e pneumonite aspirativa são as causas mais comuns.
A febre que surge nas primeiras 24 horas após uma cirurgia geralmente não é de origem infecciosa, mas sim inflamatória, sendo as atelectasias e as pneumonites aspirativas as principais responsáveis devido à hipoventilação e acúmulo de secreções.
A febre no pós-operatório é uma complicação comum, e sua etiologia varia conforme o tempo de surgimento. A febre que se manifesta nas primeiras 24 horas é considerada precoce e, na maioria dos casos, não tem origem infecciosa. É crucial para o residente saber diferenciar as causas para instituir a conduta adequada. As atelectasias são as causas mais frequentes de febre precoce, resultando do colapso de alvéolos devido à hipoventilação, dor, uso de opioides e decúbito prolongado. A pneumonite aspirativa, embora menos comum, também pode ocorrer nesse período, especialmente em pacientes com alteração do nível de consciência ou reflexos de tosse e deglutição comprometidos. Ambas as condições levam a uma resposta inflamatória sistêmica que se manifesta como febre. O manejo da febre pós-operatória precoce foca na prevenção e tratamento das causas pulmonares. Isso inclui fisioterapia respiratória intensiva, deambulação precoce, analgesia adequada para permitir a respiração profunda e, em casos de aspiração, suporte respiratório e, se indicado, antibioticoterapia. A identificação rápida e a intervenção apropriada são essenciais para evitar complicações maiores.
As principais causas de febre nas primeiras 24 horas de pós-operatório são as atelectasias e as pneumonites aspirativas, devido a fatores como hipoventilação e acúmulo de secreções.
A febre precoce (<24h) é geralmente inflamatória e não infecciosa. Infecções, como do sítio cirúrgico, tendem a se manifestar mais tardiamente, após 48-72 horas, com sinais localizados de inflamação.
A conduta inicial para febre por atelectasia inclui fisioterapia respiratória intensiva, deambulação precoce, incentivo à tosse profunda e uso de espirômetro de incentivo para reexpandir as áreas pulmonares colapsadas.
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