HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Paciente de 42 anos de idade, tabagista há mais de 20 anos, é submetido a uma cirurgia de urgência de apendicectomia grau 2. Entre o primeiro e o segundo dia do pós-operatório, evolui com febre de 38 °C, aumento discreto das frequências cardíaca e respiratória. Qual a origem da febre e a conduta a ser tomada?
Febre precoce pós-op (<48h) + taquipneia + tabagismo → atelectasia pulmonar = fisioterapia respiratória.
A febre que surge nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório, especialmente em pacientes tabagistas submetidos a cirurgias abdominais, é frequentemente causada por atelectasia pulmonar. A conduta inicial é a fisioterapia respiratória para reexpandir o pulmão.
A febre no pós-operatório é um achado comum e sua etiologia varia conforme o tempo de surgimento. Nas primeiras 24 a 48 horas, a causa mais frequente é a atelectasia pulmonar, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, obesidade, cirurgias abdominais ou torácicas e anestesia geral prolongada. A atelectasia ocorre devido ao colapso de alvéolos pulmonares, frequentemente por hipoventilação, dor pós-operatória que restringe a respiração profunda, e acúmulo de secreções. Os sintomas incluem febre baixa, taquipneia e taquicardia discreta. O diagnóstico é clínico, podendo ser confirmado por radiografia de tórax, embora nem sempre seja necessário. O manejo da atelectasia pulmonar é primariamente não farmacológico, com foco na fisioterapia respiratória intensiva. Isso inclui exercícios de respiração profunda, tosse assistida, deambulação precoce e uso de incentivadores respiratórios. A antibioticoterapia não é indicada, a menos que haja evidência de pneumonia bacteriana secundária, o que é menos comum nesse período inicial.
As causas mais comuns de febre no pós-operatório imediato incluem atelectasia pulmonar, reações inflamatórias à cirurgia, desidratação e, menos frequentemente, infecções pré-existentes ou relacionadas à anestesia.
A atelectasia causa febre devido à resposta inflamatória local à reabsorção de ar dos alvéolos colapsados e à estase de secreções, que pode levar à proliferação bacteriana e inflamação, embora não seja uma infecção bacteriana primária.
A fisioterapia respiratória, com exercícios de respiração profunda, tosse e uso de incentivadores, é fundamental para reexpandir os alvéolos colapsados, mobilizar secreções e prevenir a progressão da atelectasia para pneumonia.
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