INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Paciente no 2º dia do pós operatório de hepatectomia direita evolui com febre de 38,5°C. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 14.000 com 3% de bastões. A provável causa da febre é:
Febre no 2º dia pós-operatório + leucocitose leve → Atelectasia é a causa mais comum.
A atelectasia é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais ou torácicas. É causada pela diminuição da ventilação e acúmulo de secreções, levando a um processo inflamatório local que se manifesta com febre e leucocitose leve, sem necessariamente indicar infecção bacteriana.
A febre pós-operatória é uma ocorrência comum, e sua investigação depende do tempo de surgimento após a cirurgia. Nas primeiras 24-48 horas, a causa mais frequente é a atelectasia, que se manifesta por febre baixa a moderada, taquipneia e, por vezes, leucocitose com desvio à esquerda. É crucial que o residente saiba diferenciar esta condição de infecções mais graves, que geralmente se apresentam mais tardiamente. A fisiopatologia da atelectasia envolve a hipoventilação pulmonar, acúmulo de secreções e compressão brônquica, levando ao colapso alveolar. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por radiografia de tórax. A suspeita deve ser alta em pacientes submetidos a cirurgias abdominais ou torácicas, com dor que limita a respiração profunda. O tratamento da atelectasia é primariamente de suporte, com foco na prevenção e reexpansão pulmonar. Isso inclui fisioterapia respiratória, estímulo à deambulação precoce, uso de espirômetro de incentivo e analgesia adequada para permitir a respiração profunda. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, evitando complicações como pneumonia.
As causas mais comuns incluem atelectasia, desidratação, reações transfusionais e febre medicamentosa. Infecções de sítio cirúrgico são menos prováveis nesse período.
A atelectasia geralmente ocorre nas primeiras 48h, com febre baixa a moderada e leucocitose leve. Infecções tendem a surgir mais tardiamente (após 3-5 dias), com febre mais alta e sinais localizados.
A conduta inclui fisioterapia respiratória intensiva, deambulação precoce e estímulo à tosse e respiração profunda para reexpandir os alvéolos.
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