UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente de 60 anos, sexo masculino, é submetido à colecistectomia videolaparoscópica eletiva, sem intercorrências. No pós-operatório imediato, apresenta febre de 38,3°C. A causa mais comum que justificaria este quadro febril é
Febre nas primeiras 24-48h pós-operatório → mais comum é atelectasia pulmonar.
A atelectasia pulmonar é a causa mais frequente de febre no pós-operatório imediato (primeiras 24-48 horas), especialmente após cirurgias abdominais. Ela ocorre devido à diminuição da ventilação e acúmulo de secreções, levando ao colapso alveolar, e não é de origem infecciosa.
A febre pós-operatória é uma ocorrência comum, mas sua etiologia varia conforme o tempo de surgimento. No pós-operatório imediato, definido como as primeiras 24-48 horas, a causa mais frequente é a atelectasia pulmonar, um colapso de alvéolos pulmonares. É crucial para o residente saber diferenciar as causas de febre para instituir a conduta correta, evitando tratamentos desnecessários como antibióticos. A atelectasia ocorre devido à hipoventilação, dor pós-operatória que restringe a respiração profunda, uso de opioides e anestésicos, e acúmulo de secreções. O diagnóstico é clínico, com febre baixa a moderada, taquipneia e, por vezes, diminuição do murmúrio vesicular. Exames complementares como radiografia de tórax podem mostrar áreas de colapso, mas são inespecíficos e geralmente não são necessários para o diagnóstico inicial. O tratamento da atelectasia é primariamente de suporte, com foco na expansão pulmonar. Isso inclui fisioterapia respiratória intensiva, deambulação precoce, uso de espirômetro de incentivo e analgesia adequada para permitir respirações profundas. A prevenção é fundamental, com mobilização precoce e exercícios respiratórios no pré e pós-operatório.
A causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia é a atelectasia pulmonar, especialmente após procedimentos abdominais. Outras causas incluem reações transfusionais, reações a medicamentos ou à anestesia.
A atelectasia geralmente ocorre nas primeiras 24-48 horas e não é infecciosa. Infecções (sítio cirúrgico, urinária) tendem a se manifestar mais tardiamente, após 48-72 horas, com sinais inflamatórios localizados ou sistêmicos mais evidentes.
O tratamento da atelectasia envolve fisioterapia respiratória, deambulação precoce, incentivo à tosse e respiração profunda. Em casos mais graves, pode ser necessária aspiração de secreções. A analgesia adequada é fundamental para permitir a expansão pulmonar.
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