INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Um paciente foi submetido à laparotomia para realização de transplante hepático, com duração de oito horas de procedimento cirúrgico. No primeiro dia de pós-operatório, ainda em ventilação mecânica, ele teve um pico febril de 38°C. Considerando esse quadro clínico, assinale a alternativa com o exame complementar que deverá ser solicitado para investigação da etiologia mais prevalente de febre nessas condições.
Febre nas primeiras 48h pós-cirurgia → atelectasia pulmonar é a causa mais comum.
Atelectasia pulmonar é a causa mais prevalente de febre nas primeiras 24-48 horas após cirurgias abdominais extensas, como o transplante hepático. A ventilação mecânica e a imobilidade contribuem para o colapso alveolar, e a radiografia de tórax é o exame inicial de escolha para sua investigação, permitindo também descartar outras complicações pulmonares.
A febre no pós-operatório é uma ocorrência comum e sua investigação deve seguir um raciocínio clínico baseado no tempo de aparecimento e nas características do paciente. No primeiro dia de pós-operatório, especialmente após cirurgias de grande porte como o transplante hepático, a causa mais prevalente de febre é a atelectasia pulmonar. Este quadro é caracterizado pelo colapso de alvéolos pulmonares, resultando em hipoventilação e, consequentemente, febre de baixo grau. A fisiopatologia da atelectasia envolve a diminuição da ventilação pulmonar devido à dor, uso de sedativos, imobilidade e ventilação mecânica, que impedem a expansão completa dos pulmões e a eliminação de secreções. A radiografia de tórax é o exame complementar de escolha para confirmar a suspeita de atelectasia, que se manifesta como áreas de opacificação ou perda de volume pulmonar. O tratamento consiste em fisioterapia respiratória, deambulação precoce e incentivo à tosse e respiração profunda. É crucial diferenciar a atelectasia de outras causas de febre pós-operatória, como infecções (pneumonia, infecção de sítio cirúrgico, infecção urinária), que tendem a se manifestar mais tardiamente (após 48-72 horas). A abordagem inicial deve ser sempre a menos invasiva e mais provável, reservando exames mais complexos e culturas para casos em que a febre persiste ou há sinais de infecção mais grave. O manejo adequado da febre pós-operatória é fundamental para prevenir complicações e otimizar a recuperação do paciente.
As principais causas de febre no pós-operatório imediato incluem atelectasia pulmonar, reações transfusionais, febre medicamentosa, desidratação e, menos comumente, infecções pré-existentes ou relacionadas à cirurgia, como fasceíte necrosante.
A atelectasia é comum devido à dor pós-operatória que limita a respiração profunda, à imobilidade, ao uso de anestésicos e analgésicos que deprimem a função respiratória, e à ventilação mecânica. Esses fatores levam ao colapso de alvéolos e pequenas vias aéreas, resultando em febre e hipoxemia.
Outras causas devem ser consideradas se a febre persistir após 48-72 horas, se houver sinais de infecção localizada (ex: incisão), se o paciente apresentar calafrios intensos, hipotensão ou outros sinais de sepse. Nesses casos, hemoculturas, urinoculturas e exames de imagem mais específicos podem ser necessários.
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