Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
É CORRETO afirmar que a febre nas primeiras 24 horas de pós-operatório de operações bariátricas geralmente está relacionada:
Febre nas primeiras 24h pós-bariátrica → Atelectasia pulmonar é a causa mais comum.
A atelectasia pulmonar é a causa mais frequente de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório de cirurgias abdominais, incluindo as bariátricas, devido à hipoventilação e acúmulo de secreções. Complicações graves como deiscência ou vazamento geralmente ocorrem mais tardiamente.
A febre no pós-operatório é uma preocupação comum, e sua etiologia varia conforme o tempo de surgimento. Nas primeiras 24 a 48 horas após grandes cirurgias abdominais, como as bariátricas, a causa mais frequente de febre é a atelectasia pulmonar. Este fenômeno ocorre devido à hipoventilação pós-anestésica, dor que limita a respiração profunda e acúmulo de secreções brônquicas, levando ao colapso de alvéolos. É crucial diferenciar a febre precoce por atelectasia de outras complicações mais graves. Deiscência de suturas e vazamento das linhas de grampeamento, embora temidas, tendem a se manifestar mais tardiamente, geralmente após o terceiro ou quinto dia de pós-operatório, e são acompanhadas por outros sinais de alarme como dor abdominal intensa, taquicardia progressiva e sinais de sepse. A resposta metabólica ao trauma cirúrgico pode causar uma elevação leve da temperatura, mas raramente febre significativa. O manejo da atelectasia pulmonar envolve medidas de suporte respiratório, como fisioterapia respiratória, estímulo à tosse, deambulação precoce e uso de espirômetro de incentivo. A identificação correta da causa da febre precoce é fundamental para evitar investigações desnecessárias e iniciar o tratamento adequado, garantindo uma recuperação segura do paciente bariátrico.
A causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas após cirurgia bariátrica é a atelectasia pulmonar, decorrente da hipoventilação e acúmulo de secreções.
A prevenção inclui mobilização precoce, deambulação, fisioterapia respiratória, uso de espirômetro de incentivo e analgesia adequada para permitir respirações profundas.
Complicações graves como deiscência ou vazamento geralmente se manifestam mais tardiamente (após 3-5 dias) com febre persistente, dor abdominal intensa, taquicardia e sinais de sepse.
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