FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020
Paciente, sexo feminino, 45 anos, com historia de colelitíase, foi submetida à colecistectomia sob anestesia geral, convertida para aberta por dificuldades técnicas. Cursa com dor moderada e apresenta, no primeiro dia pós-operatório da colecistectomia, episódio de febre. A alternativa que contém a etiologia mais provável desta febre é:
Febre nas primeiras 24-48h pós-operatório → Atelectasia é a causa mais comum.
A atelectasia é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas após uma cirurgia, especialmente em procedimentos abdominais sob anestesia geral. É devido à hipoventilação e acúmulo de secreções, levando ao colapso alveolar.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e seu diagnóstico diferencial depende do tempo de surgimento após a cirurgia. Nas primeiras 24 a 48 horas, a causa mais provável é a atelectasia pulmonar, especialmente após cirurgias abdominais sob anestesia geral, devido à hipoventilação, dor e acúmulo de secreções. É crucial para o residente saber identificar essa condição para um manejo adequado e evitar investigações desnecessárias. A fisiopatologia da atelectasia envolve o colapso de alvéolos pulmonares, resultando em shunt intrapulmonar e hipoxemia. O diagnóstico é clínico, com febre baixa a moderada, taquipneia e, por vezes, diminuição do murmúrio vesicular na área afetada. Exames complementares como radiografia de tórax podem confirmar, mas não são sempre necessários para o diagnóstico inicial. O tratamento da atelectasia é focado na reexpansão pulmonar através de medidas como fisioterapia respiratória, espirometria de incentivo, deambulação precoce e analgesia adequada para permitir a respiração profunda. A prevenção é fundamental e inclui mobilização precoce, exercícios respiratórios e bom controle da dor. A diferenciação temporal é chave: infecções (pneumonia, ITU, ferida) geralmente aparecem a partir do 3º-5º dia.
As causas mais comuns de febre pós-operatória incluem atelectasia (nas primeiras 24-48h), infecção do trato urinário, infecção da ferida cirúrgica, pneumonia e tromboflebite, que geralmente surgem mais tardiamente.
A atelectasia é caracterizada por febre precoce (primeiro ou segundo dia), geralmente sem sinais de infecção sistêmica grave. Outras causas infecciosas tendem a se manifestar mais tardiamente e com outros sinais localizados.
A conduta inicial para atelectasia inclui fisioterapia respiratória intensiva, deambulação precoce e incentivo à tosse e respiração profunda para reexpandir os alvéolos colapsados.
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