IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 52 anos, é submetido a colectomia direita videolaparoscópica por mucocele de apêndice, dita sem intercorrências. Apresenta febre no primeiro dia pós-operatório. Refere dor nas incisões e desconforto abdominal difuso. Feridas operatórias em bom aspecto. Tendo pulso: 98 bpm, PA: 115 X 80 mmHg, Temperatura: 37,8 ºC, frequência respiratória: 18 irpm, e saturação de O₂: 97%, em ar ambiente. O diagnóstico mais provável e conduta são:
Febre no 1º dia pós-op + dor incisional + desconforto abdominal + feridas OK = Atelectasia.
A febre no primeiro dia pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais, é mais frequentemente causada por atelectasia. Os sinais vitais do paciente não indicam sepse grave ou TEP, e a ausência de sinais inflamatórios nas feridas operatórias ou de instabilidade hemodinâmica afasta outras causas mais graves inicialmente.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e seu diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado do paciente. No primeiro dia após uma cirurgia abdominal, como a colectomia videolaparoscópica, a causa mais frequente de febre é a atelectasia pulmonar. Este quadro ocorre devido à hipoventilação, dor incisional que restringe a respiração profunda e o uso de anestésicos, levando ao colapso de alvéolos e pequenas vias aéreas. Os sinais e sintomas da atelectasia incluem febre baixa (geralmente <38,5°C), taquipneia, dor torácica pleurítica e, ocasionalmente, diminuição dos sons respiratórios na ausculta. É importante diferenciar a atelectasia de outras causas mais graves de febre pós-operatória, como infecções do sítio cirúrgico, pneumonia, tromboflebite ou tromboembolismo pulmonar (TEP), que geralmente se manifestam mais tardiamente ou com sinais de maior gravidade sistêmica. A avaliação clínica cuidadosa, incluindo exame físico e revisão dos sinais vitais, é fundamental. A conduta para atelectasia é primariamente de suporte e preventiva. Inclui analgesia adequada para permitir a respiração profunda, mobilização precoce, deambulação, incentivo à tosse e fisioterapia respiratória com exercícios de inspiração profunda. A prevenção é a melhor estratégia, com ênfase na educação do paciente no pré-operatório e na implementação de protocolos de recuperação pós-operatória. Residentes devem estar aptos a reconhecer e tratar prontamente a atelectasia para evitar complicações pulmonares mais sérias.
No primeiro dia pós-operatório, a causa mais comum de febre é a atelectasia pulmonar. Outras causas incluem reações transfusionais, febre medicamentosa ou, menos frequentemente, infecções pré-existentes ou relacionadas à cirurgia.
O diagnóstico de atelectasia é clínico, baseado na febre, taquipneia e, por vezes, crepitações na ausculta. A radiografia de tórax pode mostrar opacidades. A conduta inicial inclui analgesia adequada, mobilização precoce, deambulação e fisioterapia respiratória intensiva para promover a expansão pulmonar.
Deve-se suspeitar de sepse ou TEP se a febre for alta e persistente, acompanhada de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), sinais de infecção localizada (ferida operatória com pus, dor abdominal intensa) ou sintomas respiratórios graves (dispneia súbita, dor pleurítica).
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