IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
A principal causa de febre nas primeiras 48h de pós-operatório em paciente submetido à cirurgia abdominal é:
Febre nas primeiras 48h pós-op → atelectasia pulmonar é a causa mais comum.
A atelectasia pulmonar é a causa mais frequente de febre nas primeiras 48 horas após uma cirurgia abdominal. Isso ocorre devido à hipoventilação e acúmulo de secreções, levando ao colapso de alvéolos e subsequente resposta inflamatória.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e um desafio diagnóstico para o residente. A etiologia da febre varia significativamente com o tempo decorrido desde a cirurgia. Compreender as causas mais prováveis em diferentes momentos é crucial para um manejo adequado e para evitar investigações desnecessárias ou atrasos no tratamento de condições graves. Nas primeiras 48 horas após uma cirurgia, especialmente abdominal, a causa mais frequente de febre é a atelectasia pulmonar. Isso se deve à diminuição da ventilação pulmonar, acúmulo de secreções e colapso de alvéolos, resultando em uma resposta inflamatória sistêmica. Outras causas precoces incluem reações transfusionais, febre medicamentosa e, menos comumente, infecções pré-existentes ou relacionadas à anestesia. À medida que o tempo pós-operatório avança, outras causas se tornam mais prováveis. Entre 3 e 5 dias, infecções do trato urinário (ITU) e infecções de ferida cirúrgica começam a ser mais comuns. Após 5 dias, infecções nosocomiais, como pneumonia associada à ventilação, infecções de cateter e abscessos intra-abdominais, devem ser consideradas. O manejo envolve a identificação da causa e tratamento específico, que pode variar desde fisioterapia respiratória para atelectasia até antibioticoterapia para infecções.
A atelectasia pulmonar é a causa mais comum de febre nas primeiras 48 horas de pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais.
A atelectasia ocorre por hipoventilação e acúmulo de secreções, levando ao colapso alveolar. A febre é uma resposta inflamatória a essa lesão tecidual, não necessariamente uma infecção.
Em fases mais tardias do pós-operatório, outras causas como infecção do trato urinário, infecção de ferida cirúrgica, pneumonia e tromboflebite devem ser investigadas.
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