CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente, sexo masculino, 52 anos, no segundo dia de pós-operatório de hernioplastia, apresenta febre. Qual a causa mais provável?
Febre no 2º dia pós-operatório → Atelectasia é a causa mais comum.
A atelectasia é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório. A imobilidade, dor e uso de analgésicos opioides levam à hipoventilação e acúmulo de secreções, resultando no colapso de alvéolos e subsequente febre.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e exige uma investigação sistemática para determinar sua causa. O tempo de início da febre em relação à cirurgia é um fator crucial para guiar o diagnóstico diferencial. Compreender as causas mais prováveis em diferentes momentos do pós-operatório é fundamental para o manejo adequado do paciente. Nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia, a atelectasia pulmonar é a causa mais frequente de febre. Isso ocorre devido à hipoventilação, dor, uso de analgésicos e imobilidade, que levam ao colapso de alvéolos e à subsequente resposta inflamatória. Embora a febre seja geralmente baixa, pode ser um sinal de alerta para a necessidade de intervenções respiratórias. Outras causas de febre, como infecção de ferida, infecção do trato urinário (ITU) e pneumonia, tendem a se manifestar mais tardiamente, geralmente após o segundo ou terceiro dia de pós-operatório. O manejo da atelectasia envolve medidas de fisioterapia respiratória, deambulação precoce e analgesia adequada, visando a reexpansão pulmonar e a prevenção de complicações mais graves.
Fatores de risco incluem cirurgias abdominais ou torácicas, obesidade, tabagismo, DPOC, idade avançada, dor pós-operatória, uso de opioides e imobilidade prolongada.
A prevenção inclui deambulação precoce, fisioterapia respiratória, uso de espirômetro de incentivo, tosse e respiração profunda, e analgesia adequada para permitir a mobilização.
Infecções (ferida, ITU, pneumonia) são mais prováveis após 48-72 horas de pós-operatório. Sinais como leucocitose persistente, secreção purulenta, disúria ou tosse produtiva devem levantar a suspeita.
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