HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
A febre pós-operatória é produzida em resposta tanto a processos infecciosos quanto a não infecciosos. Considerando as principais causas de febre no pós-operatório, a alternativa que se refere à coleção intracavitária, fístula é:
Febre pós-operatória tardia (>7 dias) → suspeitar de coleção intracavitária ou fístula.
A febre no pós-operatório é um sinal inespecífico, mas seu tempo de aparecimento pode guiar a investigação. Causas tardias, como coleções e fístulas, geralmente se manifestam após a primeira semana, indicando complicações mais estabelecidas.
A febre pós-operatória é uma ocorrência comum e um desafio diagnóstico no período pós-cirúrgico, afetando uma parcela significativa dos pacientes. Sua etiologia é vasta, abrangendo desde respostas inflamatórias estéreis à cirurgia até infecções graves. A compreensão da cronologia de aparecimento da febre é fundamental para guiar a investigação e o manejo adequado, sendo um tópico recorrente em provas de residência e crucial na prática clínica. A fisiopatologia da febre pós-operatória envolve a liberação de citocinas inflamatórias em resposta ao trauma cirúrgico e, em casos infecciosos, a presença de patógenos. O diagnóstico diferencial é extenso e depende do tempo de surgimento da febre. Causas precoces (até 48h) incluem atelectasia e reações inflamatórias. Causas intermediárias (48h-7 dias) englobam infecções do trato urinário, pneumonia e infecção de sítio cirúrgico superficial. As causas tardias, como coleções intracavitárias (abscessos) e fístulas, geralmente se manifestam após o sétimo dia de pós-operatório, exigindo uma investigação mais aprofundada. O tratamento da febre pós-operatória é direcionado à sua causa subjacente. Enquanto a febre inflamatória pode ser autolimitada, as infecções requerem antibioticoterapia e, muitas vezes, drenagem de coleções. O prognóstico varia conforme a etiologia e a prontidão do tratamento. É vital que o residente esteja atento aos sinais e sintomas associados, como dor abdominal, alterações do débito urinário ou respiratório, para uma abordagem diagnóstica e terapêutica eficaz.
Nas primeiras 24-48 horas, as causas mais comuns incluem atelectasia pulmonar, reações inflamatórias à cirurgia, desidratação e, menos frequentemente, infecções urinárias ou pneumonia de aspiração.
A cronologia é crucial: febre precoce (até 48h) sugere atelectasia ou inflamação; febre intermediária (48h-7 dias) pode indicar infecção urinária, pneumonia ou infecção de sítio cirúrgico superficial; febre tardia (>7 dias) aponta para infecções profundas, coleções, fístulas ou tromboflebite.
Para febre tardia, a investigação deve incluir exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do abdome/pelve para buscar coleções ou abscessos, culturas de sangue e urina, e avaliação da ferida operatória.
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