IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente no 8º dia de pós-operatório de cirurgia abdominal considerada limpa, sem foco infeccioso prévio, evolui com quadro de febre de 38,5ºC. Qual é a principal suspeita do foco infeccioso?
Febre > 5º dia pós-op cirurgia limpa → suspeitar infecção sítio cirúrgico.
A febre que surge após o 5º dia de pós-operatório, especialmente em cirurgias consideradas limpas, tem como principal suspeita a infecção do sítio cirúrgico. Outras causas como infecção urinária ou pulmonar tendem a ocorrer mais precocemente ou em contextos específicos.
A febre pós-operatória é uma complicação comum e um desafio diagnóstico no ambiente cirúrgico. Entender a cronologia do surgimento da febre é crucial para direcionar a investigação e o tratamento. Em cirurgias limpas, a infecção do sítio cirúrgico é uma das principais preocupações, especialmente quando a febre se manifesta de forma mais tardia, geralmente após o quinto dia de pós-operatório. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são fundamentais para prevenir complicações graves e melhorar o prognóstico do paciente. A fisiopatologia da febre pós-operatória envolve a resposta inflamatória sistêmica à cirurgia, mas a persistência ou o surgimento tardio da febre geralmente indica um processo infeccioso. A infecção do sítio cirúrgico pode variar de uma celulite superficial a abscessos profundos, exigindo uma abordagem diagnóstica que inclua inspeção da ferida, palpação e, se necessário, exames de imagem. A suspeita clínica é o ponto de partida para a investigação, que deve ser sistemática e abrangente. O tratamento da infecção do sítio cirúrgico geralmente envolve drenagem de coleções, desbridamento de tecidos necróticos e antibioticoterapia direcionada, se houver indicação. A prevenção, através de técnicas assépticas rigorosas e profilaxia antibiótica adequada, é a melhor estratégia. Para residentes, o domínio do diagnóstico diferencial da febre pós-operatória é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
As causas de febre pós-operatória variam com o tempo. Nos primeiros 48h, atelectasia e reações inflamatórias são comuns. Após o 3º dia, infecções urinárias, pulmonares e do sítio cirúrgico se tornam mais prováveis, sendo esta última a principal suspeita após o 5º dia.
A investigação inclui exame físico detalhado da ferida operatória, buscando sinais flogísticos como hiperemia, calor, dor e secreção. Exames laboratoriais como hemograma e PCR podem auxiliar, e em casos de suspeita de coleções profundas, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia são indicados.
Outras causas devem ser consideradas se a febre for precoce (primeiros dias), se houver sintomas respiratórios (pneumonia) ou urinários (ITU), ou se o paciente tiver fatores de risco específicos. A tromboflebite e a sepse por cateter também são diferenciais importantes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo