UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 65 anos, foi submetida à fundoplicatura de Nissen por videolaparoscopia, eletiva, sem intercorrências. No pós-operatório imediato, apresentou febre de 38,5°C. Entre as opções seguintes, a causa mais comum que justificaria esse quadro febril é a
Febre nas primeiras 24-48h pós-op → Atelectasia pulmonar é a causa mais comum.
A atelectasia pulmonar é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas do pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais ou torácicas, devido à hipoventilação e acúmulo de secreções, e não necessariamente uma infecção.
A febre pós-operatória é uma ocorrência comum e um desafio diagnóstico no período de recuperação cirúrgica. É fundamental para o residente de medicina saber diferenciar as causas mais frequentes, que variam conforme o tempo decorrido desde a cirurgia, para instituir o manejo adequado e evitar intervenções desnecessárias. Nas primeiras 24 a 48 horas após uma cirurgia, a causa mais comum de febre é a atelectasia pulmonar. Isso ocorre devido à hipoventilação, dor pós-operatória que limita a respiração profunda, acúmulo de secreções e, por vezes, efeitos residuais da anestesia. A atelectasia é um colapso de parte do pulmão, que pode levar a um processo inflamatório e febre de baixo grau. O tratamento da atelectasia envolve medidas de fisioterapia respiratória, como deambulação precoce, exercícios de respiração profunda e uso de espirômetro de incentivo. A febre por infecção de sítio cirúrgico ou infecção urinária, embora possíveis, são mais comuns após 48-72 horas do procedimento. O reconhecimento precoce da atelectasia evita o uso desnecessário de antibióticos e foca no suporte respiratório.
A causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas do pós-operatório é a atelectasia pulmonar, devido à hipoventilação, dor e acúmulo de secreções brônquicas, que levam ao colapso de alvéolos.
A febre por atelectasia geralmente ocorre nas primeiras 24-48h, é de baixo grau e melhora com fisioterapia respiratória. Infecções (sítio cirúrgico, urinária) tendem a causar febre mais tardia (>48-72h), mais alta e com outros sinais localizatórios ou sistêmicos de infecção.
Medidas preventivas incluem deambulação precoce, fisioterapia respiratória, uso de espirômetro de incentivo, analgesia adequada para permitir respirações profundas e tosse, e evitar sedação excessiva, promovendo a expansão pulmonar.
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