PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Paciente de 68 anos, tabagista 45 anos/maço, apresentou temperatura axilar de 37,8°C no segundo dia pós-operatório de hepatectomia esquerda. Ao ser avaliado, queixava-se dor na ferida operatória e apresentava frequência cardíaca de 96 bpm, pressão arterial de 120/80 mmHg, murmúrio vesicular diminuído nas bases de ambos hemitoráces. Ferida operatória seca, sem hiperemia. De acordo com o caso descrito acima, escolha, dentre as condutas abaixo, a MAIS ADEQUADA.
Febre precoce pós-op (<48h) + MV ↓ em bases + dor incisional → Atelectasia = Fisioterapia respiratória.
A febre no segundo dia pós-operatório, especialmente após cirurgia abdominal (hepatectomia), com murmúrio vesicular diminuído nas bases e dor na ferida operatória, é altamente sugestiva de atelectasia. A dor limita a respiração profunda, levando ao colapso alveolar. A fisioterapia respiratória é a conduta mais adequada para reverter a atelectasia e prevenir pneumonia.
A febre no período pós-operatório é uma ocorrência comum e exige uma investigação sistemática para identificar sua causa e instituir o tratamento adequado. Nas primeiras 48 a 72 horas após uma cirurgia, especialmente procedimentos abdominais como a hepatectomia, a causa mais frequente de febre é a atelectasia pulmonar. É fundamental diferenciar essa condição de infecções, que geralmente se manifestam mais tardiamente. A atelectasia ocorre devido à hipoventilação, acúmulo de secreções e colapso dos alvéolos, frequentemente exacerbada pela dor na ferida operatória que impede o paciente de respirar profundamente e tossir. O exame físico pode revelar murmúrio vesicular diminuído nas bases pulmonares, como descrito no caso. A hipoxemia (SatO2 = 88%) e a taquicardia são achados consistentes com comprometimento respiratório e resposta sistêmica à hipóxia. A conduta mais adequada para a atelectasia pós-operatória é a intervenção respiratória. A fisioterapia respiratória, que inclui exercícios de respiração profunda, espirometria de incentivo, tosse assistida e mobilização precoce, visa reexpandir as áreas colapsadas do pulmão, melhorar a ventilação e prevenir a progressão para pneumonia. Antibióticos não são indicados para atelectasia não complicada. A observação do padrão da febre ou a exploração da ferida operatória não abordariam a causa pulmonar, e a ultrassonografia abdominal não seria a primeira linha para investigar febre de origem pulmonar.
As causas mais comuns de febre nas primeiras 48 horas incluem atelectasia pulmonar, reações inflamatórias à cirurgia, desidratação e, menos frequentemente, infecções precoces como pneumonia aspirativa ou infecção do trato urinário.
A dor na ferida operatória, especialmente em cirurgias abdominais, limita a capacidade do paciente de realizar respirações profundas e tossir eficazmente, levando à hipoventilação, acúmulo de secreções e colapso dos alvéolos, resultando em atelectasia.
A fisioterapia respiratória é crucial para prevenir e tratar complicações pulmonares pós-operatórias, como atelectasia e pneumonia. Ela inclui exercícios de respiração profunda, tosse assistida, espirometria de incentivo e mobilização precoce, visando expandir os pulmões e mobilizar secreções.
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