SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 44 anos de idade, no 2 º dia do pós-operatório de colecistectomia eletiva, evolui com febre de 38,5 °C. Exames laboratoriais relevam leucocitose de 12.800 com 3% de bastões.Qual a provável causa da febre?
Febre nas primeiras 48h pós-op = Atelectasia pulmonar até prova em contrário.
A atelectasia pulmonar é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais. A febre e a leucocitose com desvio à esquerda podem ser parte da resposta inflamatória à cirurgia e à própria atelectasia, sem necessariamente indicar infecção bacteriana.
A febre no pós-operatório é uma ocorrência comum e um desafio diagnóstico para residentes. É fundamental diferenciar causas infecciosas de não infecciosas, especialmente nas primeiras 48 horas após a cirurgia. A resposta inflamatória sistêmica à lesão cirúrgica, a reabsorção de hematomas e a desidratação são causas não infecciosas importantes. A atelectasia pulmonar é a causa mais frequente de febre no pós-operatório imediato, particularmente após cirurgias abdominais sob anestesia geral. A imobilidade, dor, uso de opioides e a própria incisão cirúrgica podem levar à hipoventilação e acúmulo de secreções, resultando no colapso alveolar. Essa condição, embora não seja uma infecção bacteriana primária, pode gerar uma resposta inflamatória que se manifesta como febre e leucocitose. O manejo da atelectasia envolve medidas de fisioterapia respiratória, deambulação precoce e estímulo à tosse e respiração profunda. É importante ressaltar que infecções de sítio cirúrgico, pneumonias bacterianas ou infecções do trato urinário tendem a se manifestar mais tardiamente no pós-operatório. O reconhecimento precoce da atelectasia permite intervenções simples que podem prevenir complicações mais graves, como pneumonia.
Nas primeiras 48 horas, as causas mais comuns de febre são não infecciosas, como atelectasia pulmonar, desidratação, reabsorção de hematoma e a própria resposta inflamatória sistêmica à cirurgia.
A atelectasia ocorre devido à hipoventilação e retenção de secreções, levando ao colapso de alvéolos. Isso pode desencadear uma resposta inflamatória local, resultando em febre, sem necessariamente haver uma infecção bacteriana.
Infecções de sítio cirúrgico geralmente se manifestam mais tardiamente, a partir do 3º ao 5º dia de pós-operatório, com sinais inflamatórios locais (dor, calor, rubor, edema) e, por vezes, drenagem purulenta, além da febre.
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