CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
A febre é umas das queixas maisfrequentes nos atendimentos pediátricos, estima-se que 20% a 30% das consultas pediátricas têm a febre como sintoma principal. Analise as seguintes afirmativas sobre febre: I. O uso do ácido acetilsalicílico não é recomendado para o controle da febre, pelo risco de Síndrome de Reye. II. O paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno são bem tolerados e efetivos nas doses recomendadas para o controle da febre. III. O uso do termômetro de mercúrio é o mais fidedigno e seguro. IV. É recomendada a prática de intercalar os antitérmicos para o controle da febre. É correto afirmar que:
AAS contraindicado em crianças por risco de Síndrome de Reye; Paracetamol, Dipirona, Ibuprofeno são seguros e eficazes em doses corretas.
O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) é contraindicado em crianças com febre devido ao risco de Síndrome de Reye, uma condição grave. Antitérmicos como paracetamol, dipirona e ibuprofeno são as opções seguras e eficazes, desde que utilizados nas doses e intervalos recomendados, sem a prática de intercalação rotineira.
A febre é um sintoma comum e uma das principais queixas em atendimentos pediátricos, gerando preocupação nos pais e exigindo do médico um manejo seguro e eficaz. É fundamental que o residente compreenda as diretrizes atuais para o controle da febre em crianças, priorizando a segurança e a eficácia dos medicamentos. A principal contraindicação é o uso do ácido acetilsalicílico (AAS) em crianças e adolescentes, devido ao risco de Síndrome de Reye, uma encefalopatia hepática aguda grave, especialmente em casos de infecções virais. Os antitérmicos de primeira linha e bem estabelecidos para uso pediátrico são o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno. Todos são eficazes na redução da febre e no alívio do desconforto, desde que administrados nas doses corretas para o peso e idade da criança, e nos intervalos recomendados. É crucial orientar os pais sobre a dosagem precisa para evitar superdosagem. A segurança dos termômetros também é um ponto importante; os termômetros de mercúrio foram descontinuados devido ao risco de toxicidade em caso de quebra, sendo substituídos por termômetros digitais ou infravermelhos. Um erro conceitual comum e uma prática ainda presente em alguns locais é a intercalação de antitérmicos (por exemplo, alternar paracetamol e ibuprofeno). As diretrizes atuais não recomendam essa prática rotineira, pois não há evidências claras de maior benefício e ela aumenta o risco de erros de dosagem, confusão e efeitos adversos. O foco deve ser no uso de um único antitérmico na dose adequada, com reavaliação da criança e, se necessário, considerar a troca para outro antitérmico se o primeiro não for eficaz, em vez de intercalar. A educação dos pais sobre o manejo da febre é uma parte essencial da consulta pediátrica.
O ácido acetilsalicílico (AAS) não é recomendado para o controle da febre em crianças devido ao risco de Síndrome de Reye, uma doença rara, mas grave, que afeta o cérebro e o fígado, especialmente quando há infecções virais concomitantes, como gripe ou varicela.
Os antitérmicos mais seguros e eficazes para crianças, quando usados nas doses e intervalos recomendados, são o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno. A escolha depende da idade da criança, comorbidades e preferência médica, sempre respeitando as orientações de dosagem por peso.
Não, a prática de intercalar antitérmicos não é recomendada pelas principais diretrizes pediátricas. Não há evidências de maior eficácia e há um aumento do risco de erros de dosagem, confusão e efeitos adversos. O ideal é usar um único antitérmico na dose correta e, se necessário, considerar a troca se não houver resposta.
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