Febre do Oropouche: Sintomas e Diagnóstico Diferencial

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Apesar de ter sido identificado o agente causador em 1960, neste ano, milhares de casos dessa doença foram confirmados em vários estados brasileiros. Até agosto de 2024, a Febre do Oropouche provocou a morte de duas pessoa pessoas no Brasil, evento inédito no mundo.Sobre essa doença, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma doença de notificação compulsória, causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense, pertencente à família dos enterovírus.
  2. B) O principal vetor é o Aedes aegypti.
  3. C) Os sintomas mais comuns são: febre de início súbito, dor de cabeça, náusea, diarreia, dor muscular e articular, podendo ocorrer erupções cutâneas.
  4. D) Não há relatos de transmissão vertical ou anomalias congênitas.
  5. E) O uso do antiviral nirmatrelvir nos primeiros três dias do início dos sintomas tem demonstrado alguns benefícios, especialmente na prevenção de artrite crônica / recorrente.

Pérola Clínica

Febre do Oropouche → febre súbita, cefaleia, mialgia, artralgia, náusea, diarreia, exantema. Vetor principal: Culicoides paraensis.

Resumo-Chave

A Febre do Oropouche, causada por um Orthobunyavirus, apresenta um quadro clínico inespecífico que pode ser confundido com outras arboviroses. Os sintomas mais comuns incluem febre de início súbito, cefaleia intensa, mialgia, artralgia, náuseas, diarreia e, ocasionalmente, erupções cutâneas, sendo crucial a suspeita clínica em áreas endêmicas.

Contexto Educacional

A Febre do Oropouche é uma arbovirose emergente no Brasil, causada pelo Orthobunyavirus oropoucheense, que tem ganhado destaque devido ao aumento de casos e à ocorrência de óbitos, um evento inédito. Compreender sua epidemiologia, agente etiológico e vetores é fundamental para a saúde pública. A doença é transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis (maruim), mas outros mosquitos também podem atuar como vetores, e sua ocorrência está ligada a ciclos de transmissão silvestre e urbano. O quadro clínico da Febre do Oropouche é inespecífico, caracterizado por febre de início súbito, cefaleia intensa, mialgia, artralgia, náuseas, diarreia e, ocasionalmente, exantema. Essa similaridade com outras arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya torna o diagnóstico diferencial um desafio clínico. A suspeita deve ser levantada em pacientes com esses sintomas, especialmente em áreas com circulação viral conhecida, e o diagnóstico laboratorial é essencial para a confirmação. O tratamento da Febre do Oropouche é de suporte, visando aliviar os sintomas. Não há antiviral específico. A prevenção foca no controle do vetor e na proteção individual contra picadas de mosquitos. A notificação compulsória dos casos é crucial para a vigilância epidemiológica e o monitoramento da doença, permitindo a implementação de medidas de controle e prevenção eficazes para a população.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Febre do Oropouche?

Os sintomas mais comuns da Febre do Oropouche incluem febre de início súbito, cefaleia intensa, dor muscular e articular, náuseas, diarreia e, em alguns casos, erupções cutâneas. A doença pode apresentar um curso bifásico, com retorno dos sintomas após um breve período de melhora.

Qual é o agente causador e o principal vetor da Febre do Oropouche?

A Febre do Oropouche é causada pelo Orthobunyavirus oropoucheense, pertencente à família Peribunyaviridae. O principal vetor epidemiológico é o mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, embora outros mosquitos também possam transmitir o vírus.

Como diferenciar a Febre do Oropouche de outras arboviroses como Dengue ou Chikungunya?

A diferenciação clínica pode ser desafiadora devido à semelhança dos sintomas. No entanto, a Febre do Oropouche tende a ter um quadro de cefaleia e mialgia mais proeminente, e a presença de erupções cutâneas é menos comum que na Dengue. O diagnóstico definitivo requer testes laboratoriais específicos para identificação viral.

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